.

DICAS ANIMAIS

Mostrando postagens com marcador CUIDADOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CUIDADOS. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Como saber se o cachorro está com dor de dente



Se seu cão estivesse com dor de dente, você saberia? Se a gengiva estiver enfraquecida e dolorida, você percebe? Provavelmente não. Saiba reconhecer os primeiros sinais de problemas dentários em cães e veja dicas sobre o que fazer para ajudar a manter em forma os dentes do seu amigo de quatro patas.





1. Entenda a boca do seu cão

Assim como as pessoas, os cães podem quebrar ou fraturar os dentes. E assim como nós, eles também podem sofrer da gengiva. Os cães têm cinco vezes mais chances de desenvolver problemas nas gengivas do que os humanos, por várias razões. Primeiro, os cães têm uma boca alcalina, o que ajuda na formação de placas. Segundo, diferente dos humanos, os cães não costumam escovar os dentes diariamente.

“A placa é feita de saliva, detritos de alimentos, células mortas da mucosa da boca, bactérias orais e seus subprodutos,” diz Colleen O’Morrow, DVM, membro da Academia de Odontologia Veterinária e dentista veterinário que atende Manitoba, Canada. “Como a placa engrossa pelo fato de não ser escovada diariamente, as bactérias se multiplicam.”

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Andando de carro

No automóvel, o cão sente-se normalmente como em casa. Para o animal, o motor que ronrona é sinônimo de perspectiva de passeio, ou de atividade em companhia do dono.

Quando se escolheu um cão de uma raça grande, terá que se estudar, num prazo mais ou menos longo, a mudança de carro. Realmente, quer se trate levá-lo a caçar ou à oficina de férias ou para um fim de semana, o cão deve ter o seu lugar no automóvel e não se pode enfiá-lo entre malas. Deve poder dormir e mover-se a vontade.

O automóvel tipo peruas é o que melhor se adapta, principalmente se vão transportar vários animais, caso frequente do criador que deve apresentar numerosos exemplares numa exposição. Os caçadores que vão caçar ou participar de um concurso com uma matilha de cães que não param de correr por todo o lado preferirão seguramente um reboque.

Em qualquer automóvel, o lugar do cão é na traseira. Alguns cães de tamanho pequeno colocam-se voluntariamente na traseira, que reconhecem como sua, o que facilita as coisas quando o espaço está cheio. Mas, cuidado! Neste lugar o sol incide muito forte e uma freada súbita (ou uma batida) podem ser dolorosamente sentidos pelo animal, que será projetado para a frente. O cão irriquieto deve, por seu lado ser separado do motorista por uma moldura ou rede de proteção. O mesmo acontece com os cães agitados, qualquer que seja o seu tamanho, mesmo os menores, que podem provocar autênticas catástrofes, especialmente se instalam-se no pedal do freio.

Alguns donos, em particular aqueles que preparam os cães para campeonatos ou concursos de trabalho, preferem acondicionar, na parte traseira do automóvel, uma caixa fechada que impede o animal de sair dali e cansar-se, ao tentar manter o equilíbrio ante as irregularidades da estrada: curvas, acelerações, freagens… As caixas de avião, tipo Vari Kennel, também obrigam o cão a ficar tranquilo, e por outro lado, devido à sua forma, proporcionam um espaço agradável e confortável.
Por razões óbvias, o cão não deve ir, nunca, no colo do motorista. Todo o automobilista que despreze esta norma elementar de segurança corre grave risco, em caso de acidente, de ver a sua companhia se seguros negar responsabilidades. Da mesma maneira, é punível do ponto de vista do Código levar um cão que impeça a visibilidade ou dificulte as manobras.

Tudo isso não deve servir para relegar o cão ao porta-malas do carro; neste espaço escuro e ruidoso, o cão separado do dono pode sentir-se mal ou entrar em pânico. Também não se deve levar o cão amarrado ao cinto de segurança, mesmo que esteja feito na medida para ele.

Cuidado com os golpes de calor

Todos os anos, numerosos cães morrem de um golpe de calor, em consequência, quase sempre, de uma estada prolongada (meia hora é o suficiente) em um carro deixado ao sol e onde não entra ar. A polícia, avisada pelos transeuntes, deve intervir, quebrando um vidro para salvar o animal. É preciso muita atenção principalmente se você tem um cão braquicefálico (sem focinho), que tem ainda mais dificuldade para respirar em clima quente.

Como reconhecer se seu cão está passando mal por causa do calor

Um cão ardente, num estado de semi-consciência, que se baba e cujas mucosas estão mais escuras do que é habitual deve ser socorrido imediatamente. Nestes casos, deve-se levá-lo, o mais rapidamente possível, a um lugar ventilado, respingá-lo abundantemente com água fria; se necessário, por-lhe uma bolsa de gelo na cabeça e levá-lo ao veterinário mais próximo.

Como evitar

Este tipo de acidente é muito fácil de evitar. Os problemas de estacionamento existem sim, mas um automóvel onde deve permanecer um animal deve ser deixado sempre num estacionamento que tenha sombra, e o proprietário deve estar ciente de que o sol roda no decorrer do dia e as sombras não são fixas. Também terá que deixar um pouco aberta uma janela. Um ventilador pode também ser ligado na bateria.



 Durante a viagem, não se deve deixar que o cão ponha a cabeça fora da janela. Ele corre o risco, se não for decapitado primeiro, de contrair uma otite, uma conjuntivite…


Retire a guia quando for entrar no carro

Outro acidente, também grave, se bem que menos conhecido, é o risco que o animal corre quando o dono, imprudente ou distraído, não lhe tira a correia. Ao mover-se, o animal enrola-se em alguma alavanca, por exemplo, e não conseguindo desenrolar-se, cada vez se mexe mais, e pode acabar estrangulado, principalmente se tiver uma coleira de castigo.

Cuidados na estrada

No decorrer de uma longa viagem, o cão, como os seus donos, necessita se reanimar e agradecerá uma parada no caminho a cada duas horas, aproximadamente. Mas, cuidado! Uma parada no acostamento de uma estrada ou de uma rodovia é apenas outro perigo. O animal, aterrorizado pelo ruído e desorientado pela novidade, pode fugir e atravessar a estrada. É necessário ter a precaução de colocar-lhe a correia antes mesmo de abrir a porta. Sempre que possível, não hesitar em deter-se numa área que permita ao cão brincar sem qualquer perigo.

As viagens em automóvel expõem o animal a desidratação, é necessário proporcionar-lhe água fresca. É igualmente necessário dar-lhe ar, mas não em excesso…em caso algum se deve deixar que o animal coloque a cabeça fora da janela aberta, recebendo os golpes de vento, com o que poderia chegar ao seu destino com uma conjuntivite, uma queratite, uma rinite ou uma otite…se não acabar decapitado por outro automóvel. Um último conselho: ensine o seu cão a viajar calado, pois não há nada que nos coloque mais nervosos que um cão que geme ou late durante o trajeto.

Como levar meu cão no carro?
Há diversas formas de proporcionar mais segurança, conforto e tranquilidade para o seu cachorro em um passeio de carro. Veja abaixo diversas opcões para proteger o seu cão.



Esta é uma forma confortável e segura para cães de pequeno porte, pois evita que ele se movimente durante movimentos bruscos do carro.
O cinto de segurança é útil para que o cão permaneça no lugar, mas não impede a movimentação em curvas sinuosas e outros movimentos do carro.
A peitoral proporciona um pouco mais de firmeza.

As gaiolas (podendo ser também caixas de transporte), são seguras, mas por estarem distantes dos donos, pode ser estressante para o animal, principalmente em viagens longas.





Fonte:www.tudosobrecachorros.com.br

Alimentos tóxicos para cães


“O que posso dar para o meu cachorro comer?” – Muitos já se fizeram essa pergunta. Parece ser fácil de responder, mas na verdade não é tão fácil assim. Os cães se alimentam de forma diferente e seu organismo funciona diferente dos seres humanos. Não é porque podemos comer algo que não nos faz mal que um cão também pode. Então é bom a gente aprender o que pode fazer mal antes de oferecer para o cão.

As comidas a seguir mostraram-se ser TÓXICAS para os cães. A quantidade suficiente pra fazer mal ao cão vai depender normalmente do tamanho do cão e de quanto ele ingeriu. Como fica difícil prever se seu cão é resistente ou não, a dica é: não dê esses alimentos ao seu cachorro.

Chocolate

Chocolate contém uma substância altamente tóxica para os cães, a Teobromina. Quanto mais escuro um chocolate é, mais Teobromina contém. Os sintomas de envenenamento aparecem quando o cão comeu acima de 45mg por peso; os cães podem falecer caso ingiram mais de 52mg por quilo. Uma vez que seu cão comeu o chocolate, não tem nenhum método ou antidoto que reverta a overdose de Teobromina.

Café, chá, mate e refrigerantes de cola

A cafeína em alta quantidade é tóxica para os cães. A cafeína costuma ser tóxica acima de 63mg por quilo de peso do cão.

Cebola e alho

A cebola e o alho contêm uma substância chamada dissulfeto de n-propil, que altera a hemoglobina, provocando a destruição de glóbulos vermelhos e causando anemia, icterícia e sangue na urina. Se não for tratado, pode ser fatal. Se for diagnosticado a tempo, essa intoxicação pode ser revertida com transfusão de sangue. Na dúvida, proteja a saúde do seu amigo e não dê.

Uva e uva-passa

Existem alguns casos reportados de cães que sofreram reações tóxicas ou morreram depois de ingerirem uma grande quantidade de uva ou uva-passa. A substância que causa essa intoxicação não foi identificada, mas causa um problema renal no cão.

Macadâmia

Raramente fatal, a ingestão de macadâmias pode causar sérios sintomas, incluindo vômito, tremores, dores abdominais, confusão mental e problema nas juntas.

Batata e pele de batata

Se a pele da batata ou a batata em si está verde, ela contém uma substância chamada solanina. Isso pode ser tóxico, mesmo em pequenas quantidades, então sempre descasque ou retire qualquer parte verde antes de dar ao seu cão.



Fonte: www.tudosobrecachorros.com.br

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Olho de gato


Por Simone Cunha

O felino é um caçador de hábitos noturnos e, por isso, sua visão é muito superior à dos humanos no período noturno. Não é verdade que eles enxergam na completa escuridão, mas seus olhos conseguem captar mínimas quantidades de luz existente em um ambiente. Semelhantes aos humanos, os gatos possuem na retina células receptoras que captam a luz.

O que há de diferente é que a luz, ao passar por essas células, se reflete no Tapetum lucidum, uma espécie de espelho que tem cerca de quinze camadas de células brilhantes. A luz volta refletindo e tocando novamente as células receptoras.

Devido a esse mecanismo, os gatos precisam de 6 vezes menos luz pra enxergar do que o ser humano. Também o brilho dessa membrana (Tapetum lucidum) é que provoca aquele efeito de luminosidade que percebemos nos olhos dos gatos no escuro, como se fossem faróis.

Outro mecanismo da visão é a dilatação pupilar. A pupila dos gatos dilata ou contrai conforme a quantidade de luz presente, permitindo uma melhor visualização do ambiente. É por isso que seus donos observam que, durante o dia, a pupila fica como uma linha vertical e à noite se torna redonda.

No entanto, os felinos têm uma menor acuidade visual quando há muita luz. Eles têm apenas 10% da nossa capacidade de visualizar imagens detalhadas. As mesmas estruturas oculares responsáveis por maximizar a visão noturna também diminuem a resolução das imagens.

Felinos têm uma visão panorâmica de cerca de 200 graus, ou seja, muito maior do que a nossa. Isso também é importante no seu hábito de caça.

A possibilidade de visualizar as cores é controversa. Estudos já conseguiram comprovar que os componentes oculares e cerebrais necessários para a visualização e discriminação das cores existem no olho felino, embora com algumas limitações e sem a certeza do quanto são funcionais. Já foi provado que os gatos são capazes de diferenciar certas cores, desde que o objeto colorido não esteja muito distante de seus olhos.

Os gatos também possuem uma terceira membrana protetora dos olhos, chamada de membrana nictitante. Essa membrana fecha parcialmente quando o gatinho está doente. 


Fonte: www.revistapulodogato.com.br

Otite Canina – Dor de ouvido


A otite é um processo inflamatório que envolve a porção externa do ouvido, sendo uma das doenças mais frequentes na clínica de pequenos animais e apresentando características peculiares: dificuldade na prevenção, no tratamento e na eliminação das causas que levam a reincidências.Embora algumas raças de gatos tenham predisposição à otite, sua incidência é muito mais comum em cães, uma vez que a anatomia do ouvido dos gatos é, comparativamente, menos favorável às infecções.

A maioria das raças de cães apresenta um canal auditivo bastante longo, quando comparado ao ouvido humano, o que as predispõe a infecções e dificulta o tratamento.

Cães com orelhas longas e pendulares, como os das raças Cocker Spaniel, Golden Retriever e Basset Hound, são mais predispostos a problemas de ouvidos do que outros cães, pois as orelhas pendulares obstruem a entrada de ar e a secagem adequada do canal auditivo. O resultado é um ambiente quente, úmido e escuro; com perfeitas condições de crescimento de microrganismos, como leveduras, fungos e bactérias.

As inflamações de ouvido podem ser causadas por vários fatores: parasitas, microrganismos, corpos estranhos, tumores e doenças de pele. Os ácaros causadores de sarna de ouvido estão mais relacionados a otites felinas. Já as bactérias e fungos, apresentam-se como os principais agentes causadores das otites caninas e também das felinas.

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas mais comuns da otite são agitação da cabeça, coceira, esfrega das orelhas contra o chão, dor ao redor das orelhas e cabeça, mau cheiro, secreções e perda de audição, geralmente relatada pelo proprietário.

O diagnóstico dessa doença deve levar em conta vários fatores, que muitas vezes convergem para um tratamento de longa duração, e pode se dar através de exame físico, otoscopia ou exames laboratoriais (citologia, cultura e antibiograma).

Assim como acontece com os seres humanos, o uso descontrolado e indevido de antibióticos contribui para o surgimento de bactérias cada vez mais resistentes às medicações; daí a importância de se fazer um diagnóstico preciso da doença.

Se a gripe mal curada leva a complicações, a otite tratada de forma inadequada também. Otites crônicas e médias estão relacionadas a otites externas mal curadas, em que a doença reincide, o tempo de tratamento se prolonga e a necessidade de intervenção medicamentosa se torna mais frequente.

Como tratar

O tratamento das otites está associado ao uso de medicação tópica e à limpeza dos ouvidos. Em alguns casos há a necessidade de se associar à medicação tópica, antibióticos e/ou anti-inflamatórios. O remédio quem vai definir é o veterinário, por isso não medique seu cão sem orientação.

É importante lembrar que o sucesso terapêutico da medicação tópica depende do proprietário respeitar a forma de tratamento indicada, a maneira correta de executá-la, os intervalos de medicação e o tempo de duração. Muitas vezes essa parte, que deveria ser a mais simples do processo, torna-se justamente o entrave do sucesso do tratamento.

Não é possível prevenir completamente o surgimento de otites, mas a limpeza rotineira dos ouvidos pode ajudar bastante, principalmente nos casos de animais que já possuam esta predisposição.


Fonte: www.tudosobrecachorros.com.br

Medo de trovão

Fogos em dia de futebol, trovões numa tempestade… Entenda porque tantos cães tem medo de estrondos.

Não raro, cães entram em desespero ao ouvir explosões. Babam, tremem e, muitas vezes, tentam entrar em locais pequenos demais para eles ou se jogar pela janela. O estresse pode ser tanto que, no dia seguinte, ficam doentes ou se machucam seriamente. Mas, por que ficam tão apavorados?

Instinto de preservação

Barulhos altos podem significar perigo. Por isso, de maneira geral, os animais tentam fugir de tais sons. Estrondos passam a idéia de que algo grande e poderoso se aproxima, como árvores caindo, relâmpagos, etc. Os antepassados dos cães que mais fugiram desses sons foram os que mais tiveram chances de sobreviver.

Até mesmo dentro de nossas casas um barulho alto pode significar perigo. Imagine um móvel inteiro caindo perto do cão. É de se esperar que ele saia correndo para não se ferir.

Não é dor no ouvido

Muitas pessoas alegam que seus cães têm a audição muito sensível e que, por isso, sons fortes como de fogos e trovões são capazes de causar dor no sistema auditivo. Tá certo que um estampido extremamente forte, em contato direto com o ouvido do cão, possa realmente ter esse efeito, mas é raro isso acontecer.

Apesar de os cães terem ótima audição, não é por dor que ficam assustados. A verdadeira causa é a associação que fazem de perigo com determinado barulho.

Trauma

Sempre que se assusta demais, o cão pode desenvolver trauma. Se um barulho muito forte o apavorar, outros ruídos semelhantes passarão a causar medo enorme, simplesmente por estarem associados ao grande susto inicial. É o que acontece quando um cão começa a tremer e a ficar ansioso com trovões fracos, bem distantes. Há casos em que a umidade do ar, o vento e a mudança da luminosidade são associados com o perigo de barulhos altos. Ou seja, antes mesmo de a tempestade se formar, o cão já pode estar sofrendo.

Cura difícil

Infelizmente, não é fácil resolver esse problema. Mas existem várias dicas para amenizá-lo. Casos de recuperação total acontecem. Não desanime, portanto. Almeje o tratamento e evite submeter o cão a mais sofrimento que o necessário. Proceda com calma e consideração.

Local de confiança e protegido

Muitos cães normalmente escolhem um lugar para se abrigarem quando estão com medo. Se esse for o caso do seu cão, procure respeitar o local escolhido por ele – permita que fique lá. Além disso, se possível, crie um espaço com janelas e portas vedadas – quanto mais a prova de som, melhor -, e acostume o cão a freqüentá-lo.

Se você escolheu o seu quarto, ótimo! Usar um ambiente associado com a sua pessoa vai ajudar bastante a deixar o cão mais seguro. Dentro desse lugar, habitue-o a ouvir sons altos, bem altos, como de TV, rádio ou mesmo um CD de música. Desse modo, quando houver barulho de fogos ou trovões você poderá encobri-los, mesmo que parcialmente. Acostume o cão a brincar e a se divertir naquele ambiente também sem haver trovões ou rojões, para o local não ser associado a barulhos assustadores.

Acostumar aos poucos

Sempre que você e o cão ouvirem um barulho semelhante ao que causa medo nele, comemore com ele – dê petisco, jogue bola, etc. Tenha cuidado para nunca demonstrar que você se assustou com um barulho. O seu papel é ser fonte de segurança – esse exercício só funcionará se o cão se sentir relativamente seguro. Por isso, não se agache para protegê-lo quando houver um estrondo. Para ele, o ato de agachar pode ser sinal de medo.

Um modo seguro de acostumar o cão com barulhos cada vez mais altos é gravar sons de tempestade e de fogos e reproduzi-los em momentos agradáveis. Para ele não ficar assustado, respeite sempre os limites.

Evite novos traumas

Todo o treino pode ir por água abaixo se novos traumas surgirem em decorrência dos ruídos. Considere, portanto, a possibilidade de, no dia de uma grande partida de futebol, na virada de ano novo ou quando mais for necessário, lançar mão de ansiolíticos (medicação tranquilizante). Consulte seu veterinário sobre isso. Antes de usar o remédio diante de estímulos muito estressantes para o cão, teste o remédio. Há possibilidade de o cão ficar ansioso em vez de calmo. Procure também observar se a dose está adequada. Em excesso, o remédio pode deixar o cão desequilibrado ou sonolento demais. Nesse último caso, ele deverá ficar confinado num espaço seguro e protegido de qualquer perigo, já que perambular pela casa causaria risco de bater em algo ou cair da varanda, por exemplo



Fonte: www.tudosobrecachorros.com.br

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Alimentação das cadelas durante a gestação


Quando se pensa em acasalar uma cadela, um fator muito importante deve ser levado em consideração: a alimentação, já que das boas condições físicas da mãe dependerá o nascimento de uma ninhada forte e saudável. Os cuidados alimentares devem ter início antes mesmo do acasalamento e prosseguirem, pelo menos, até o desmame dos filhotes, pois a cadela precisará de muita energia durante a amamentação.

A fêmea não deve estar gorda quando cruzar e não pode receber gorduras na alimentação. A obesidade em uma cadela grávida pode ter conseqüências sérias. Por exemplo, no caso de haver necessidade de um parto por cesariana, a gordura atrapalha muito.

A cadela em gestação tem necessidade de muitas proteínas e uma complementação alimentar de cálcio e sais minerais. As proteínas podem ser encontradas nos próprios alimentos como a carne, o leite, verduras ou ração. No entanto, o cálcio e os sais minerais como ferro, cobre, flúor, manganês e outros, só devem ser ministrados com orientação do veterinário. O proprietário deve estar sempre atento para que a cadela tenha água limpa e fresca à vontade.

Com o passar do tempo, os filhotes começam a crescer no útero da mãe. Este se distende e passa a ocupar um espaço maior. Isso faz com que o útero acabe por deslocar outros órgãos como a bexiga, o intestino e o estômago, provocando uma diminuição do movimento intestinal. Nesse período da gestação é importante evitar que a cadela receba alimentos que possam aumentar a fermentação em seu organismo. Assim, os farináceos devem ser totalmente evitados, pois propiciam a formação de gases e, como conseqüência, aparecem as cólicas intestinais.

Um cuidado para evitar problemas digestivos é oferecer à cadela um maior número de refeições por dia, com quantidades menores de alimento de cada vez. Exercícios moderados até a época do parto também ajudam a manter a forma e a disposição da futura mamãe.

A alimentação indicada, rica em proteínas, deve inclusive ser mantida depois do nascimento dos filhotes já que, durante a amamentação, as exigências alimentares da cadela continuarão.

Se dermos condições ideais de alimentação à cadela, desde o cruzamento até o desmame, teremos filhotes bem formados, fortes e saudáveis e, principalmente, uma mãe sem deficiências, que não terá corrido riscos desnecessários e trará, ainda, muitas alegrias a seus donos.




Fonte: www.saudeanimal.com.br

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Como tratar um cão que levou um choque elétrico.



Cães adultos raramente são vítimas de choques elétricos. No entanto, filhotes são naturalmente curiosos e roem praticamente tudo, inclusive fios elétricos. Se o isolamento estiver perfurado e a boca entrar em contato com os dois fios de arame, o cachorro vai levar um choque e pode não conseguir soltar o fio.

A eletrocução pode causar lesões cardíacas graves e acúmulo de líquido nos pulmões. Choques muito fortes podem parar o coração e a ressuscitação cardiopulmonar deverá ser feita imediatamente para fazer o coração voltar a bater. Além disso, a boca do cachorro provavelmente vai estar queimada por causa do contato com os fios desencapados. Verifique sinais de choque, que incluem gengivas pálidas ou brancas, batimento cardíaco acelerado e respiração rápida.

Para cuidar adequadamente de um cachorro que levou um choque elétrico, use as seguintes dicas.

  • Se o cachorro ainda está com o fio elétrico na boca NÃO o toque. Antes retire o plugue da tomada.
  • Se o cão estiver inconsciente, verifique a respiração. Se o cão não estiver respirando, sinta seu batimento cardíaco colocando seus dedos 5 cm atrás do cotovelo no meio do peito.
  • Se o coração estiver batendo, respiração artificial.
  • Deite o cachorro de lado e estique sua cabeça e pescoço.
  • Mantenha a boca e lábios fechados e assopre com força pelas narinas. Faça uma respiração a cada 3 a 5 s. Respire fundo e repita até sentir resistência ou ver o peito subir.
  • Após 10 s pare. Observe o peito para ver se está se movendo, o que indica que o cachorro está respirando sozinho.
  • Se o cachorro não estiver respirando, continue a respiração artificial.
  • Se o coração não estiver batendo faça uma ressuscitação cardiopulmonar.

Ressuscitação cardiopulmonar para cães com até 20 kg

  • Deite o cachorro de costas.
  • Ajoelhe-se perto da cabeça do cão.
  • Feche suas mãos sobre o peito do cachorro com as palmas sobre cada lado do peito.
  • Comprima as palmas sobre o peito com firmeza contando até dois e solte contando um. Pressione moderadamente. Repita aproximadamente 60 a 90/min.

  • Alternativamente (após 30 s), segure a boca e lábios do cachorro e assopre com força nas narinas. Assopre por 3 s, respire fundo e repita, até sentir resistência ou ver o peito do cachorro subir. Tente repetir 10 a 20/min. Como regra geral, faça cinco compressões cardíacas entre cada respiração.
  • Pare após um minuto. Observe se há movimento do peito e sinta o batimento cardíaco colocando os dedos a 5 cm do cotovelo no meio do peito.
  • Se o coração não estiver batendo continue a ressuscitação cardiopulmonar.

Ressuscitação cardiopulmonar para cães com mais de 20 kg

  • Deite o cachorro de lado.
  • Coloque a palma da sua mão no meio do peito do cachorro.
  • Comprima contando até dois e solte contando um. É preciso pressionar com firmeza. Repita aproximadamente 60 a 90/min.
  • Alternativamente (após 30 s), segure a boca e lábios do cachorro e assopre com força nas narinas. Assopre por 3 s, respire fundo e repita, até sentir resistência ou ver o peito do cachorro subir. Tente repetir 10 a 20/min.
  • Pare após um minuto. Observe o peito para ver se o cachorro está respirando e sinta o batimento cardíaco colocando os dedos 5 cm atrás do cotovelo, no meio do peito.
  • Se o coração não estiver batendo, continue a ressuscitação cardiopulmonar.
  • Leve o cachorro imediatamente ao veterinário. A ressuscitação e a respiração devem continuar no caminho ou até o cachorro começar a respirar e o coração começar a bater sem assistência.
  • Se a boca ou lábios do cão estiverem queimados (vermelho vivo), passe suavemente água oxigenada 3%.
  • Para manter a temperatura corporal, enrole o cão em um cobertor ou casaco.

Fonte: amomeucao.blogspot.com.br

Como dar remédios via oral para um cão





Você pode precisar dar remédio para dor após um acidente grave ou um vermífugo mensal, aprender a dar medicação via oral para o seu cachorro é um truque útil. Use as dicas a seguir para dar tanto remédios líquidos como comprimidos para o seu cachorro.


Líquidos

  • Segure o cachorro. Se ele for difícil de lidar você pode precisar de ajuda para contê-lo. Diminua a apreensão do cachorro conversando com ele com calma e segurança. Passe o braço delicadamente sob o pescoço do cachorro, segurando a garganta na dobra do seu braço. Veja se ele pode respirar sem problemas. Passe o outro braço por cima ou por baixo do meio do cachorro, pressionando com cuidado para segurar o corpo do cachorro contra o seu.




  • Se necessário, faça uma focinheira frouxa de maneira que a boca abra apenas um pouco.
  • Incline a cabeça do cachorro para trás, com cuidado.
  • Puxe o lábio inferior do cachorro para fazer uma bolsa.
  • Usando um conta-gotas ou uma seringa plástica, coloque o líquido aos poucos nessa bolsa, esperando que cada porção seja engolida antes de dar mais um pouco.
  • Massageie a garganta do cachorro para estimular o reflexo de engolir.

Comprimidos

  • Segure o cachorro. Se ele for difícil de lidar você pode precisar de ajuda para contê-lo.
  • Diminua a apreensão do cachorro conversando com ele com calma e segurança.

  • Segure a mandíbula superior do cachorro com uma mão por cima do focinho.
  • Pressione os lábios do cão sobre os dentes superiores apertando com seu polegar em um lado e os outros dedos no outro, de maneira que os lábios do cachorro fiquem entre os dentes e seus dedos. Aperte com firmeza para forçar a boca a ficar aberta.
  • Segure o remédio entre o polegar e o dedo médio da outra mão e coloque dentro da boca o mais fundo possível.
  • Massageie a garganta do cachorro para estimular o reflexo de engolir.

  • Um método alternativo é esconder o comprimido em um pedaço de salsicha, presunto ou outro petisco que o cachorro goste.
Sangue em um cachorro pode significar um problema grave ou um pequeno corte na pata. Na próxima seção vamos discutir como reconhecer os vários sinais e o que fazer para ajudar um cachorro que está sangrando.

Fonte: amomeucao.blogspot.com.br

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Como lidar com cães agressivos





A agressividade é provavelmente a razão mais comum pela qual um cão saudável é sacrificado. Às vezes, nos esquecemos de que os cães são predadores e podem causar ferimentos sérios e até mesmo fatais. Um cachorro agressivo é assustador.

Você precisa entender se o seu cão está realmente mostrando agressividade. A palavra agressão tem um significado específico no campo do comportamento animal. Tudo é muito relativo: o que é agressivo para nós pode ser perfeitamente normal para um cachorro. Um bom exemplo é a brincadeira. Uma criança que corre atrás de outra em um campo para morder as suas costas e derrubá-la no chão em uma luta intensa seria extremamente agressiva. Entretanto, para uma dupla de cães, essa seria a descrição perfeita de diversão. A brincadeira é vista como uma prática das habilidades do dia a dia. Por isso, é muito comum ver um cão absolutamente normal brincando de espreitar, seguir, caçar e até matar.

Então, como podemos saber? Normalmente pela aparência e pelo som. O cachorro está com cara de brincadeira, olhos abertos e boca aberta de maneira relaxada, como em um grande sorriso? O comportamento é acompanhado de rosnados furiosos e latidos? Ou os rosnados e latidos parecem uma brincadeira? Um sinal infalível é a troca de papéis: se um cachorro está perseguindo o outro, de repente muda de direção e o perseguidor começa a ser perseguido, pode apostar que é brincadeira.
Há várias razões pelas quais seu cachorro pode mostrar um comportamento agressivo. Aqui estão alguns tipos de agressão.

Defensiva. Aqui está um cenário típico de agressão defensiva. O cachorro faz alguma coisa errada. O dono o encontra e dá uma bronca, fazendo o cachorro se esconder embaixo da cama. O dono, então, entra embaixo da cama para puxá-lo e leva uma mordida.
Qualquer cachorro morde ao se sentir ameaçado. Neste caso, o cão recuou e se fez de "invisível", o que numa sociedade canina significa submissão. A única razão que o cachorro pode pensar para explicar que o dono ainda queira persegui-lo após ele ter se mostrado submisso e aceitado sua dominância é que quer feri-lo. O cachorro só está tentando se proteger. A melhor coisa a fazer quando seu cachorro se esconde após uma bronca é deixá-lo sozinho.

Territorial. A agressão territorial é uma das razões pelas quais gostamos de viver com cachorros. Eles defendem seu território, o que pode incluir a sua casa, pertences, comida e os donos. Fazem isso contra qualquer invasor. Sem a agressão territorial, não haveria cães de guarda.
No entanto, a agressão territorial pode perder o controle. Ela pode aparecer em coisas pequenas como pular, em coisas frustrantes como marcar território ou em coisas graves como morder. Mais uma vez uma boa relação de dominância com seu cão é essencial. Se você fizer o papel de cão dominante, ele vai se sentir seguro quando você estiver seguro. Assim, não vai defender o território contra as visitas, leitores de luz e carteiros. Ele só defenderá sua casa quando surgir a necessidade.

Agonístico (relacionado a dor). Um cão doente ou ferido sabe que é vulnerável. O mesmo é verdadeiro para um cão idoso, com os sentidos mais fracos, reações mais lentas e mobilidade prejudicada. Até mesmo situações extraordinárias podem fazer um animal vulnerável sentir que deve atacar e fazer sua própria defesa.
Algumas vezes a dor é visível e você pode esperar pela possível agressão. Em outras, entretanto, não é tão fácil notar antes que seja tarde demais. Se você está agradando ou brincando com seu cachorro como sempre faz, por exemplo, e ele rosna e tenta morder você de repente, suspeite de alguma dor e chame o veterinário imediatamente. A artrite é uma causa comum para este tipo de comportamento.

Reprodutivo. Este tipo de agressividade provavelmente não precisa de explicação. Se houver uma cadela no cio em qualquer lugar do universo, os cachorros não castrados saberão onde e tentarão chegar até ela de qualquer maneira, inclusive brigando uns com os outros. O instinto de reprodução pode ser o estopim de brigas entre cães e até mesmo de ataques fora do normal aos membros da família.
A solução infalível para este tipo de problema é óbvio e muito importante: você precisa castrar seu macho ou fêmea, de preferência antes dos seis meses de idade.

Quando chamar o veterinário?


Um comportamento agressivo não é uma coisa que possa ser ignorada ou desprezada.
A vida do seu cachorro depende disso. Se seu cão tem feito ataques sérios, especialmente de repente e sem ter sido provocado, faça uma exame geral com seu veterinário o mais rápido possível. Ele pode ajudar a determinar o tipo de tratamento ou indicar um especialista em comportamento de confiança. Apesar da agressão ser muitas vezes relacionada a um problema físico, como um tumor no cérebro, encefalite (infecção do cérebro), intoxicação por chumbo, hipoglicemia ou outros problemas no fígado, normalmente a causa é comportamental. Se seu cachorro mostrar qualquer forma de comportamento agressivo, chame seu veterinário ou um especialista em comportamento animal imediatamente.



Fonte:amomeucao.blogspot.com.br

sábado, 11 de agosto de 2012

Cuidados com os Olhos

Verifique os olhos de seu cão diariamente e limpe qualquer substância seca dos cantos usando uma bola de algodão umedecida. Veja se os olhos estão vermelhos, lacrimejantes ou com secreção. Os problemas dos olhos que não desaparecem em 24 h devem ser tratados por um veterinário. Os problemas de olhos que afetam os cães são lacrimejamento excessivo, geralmente causado por alergias, infecções, machucados ou irritação; conjuntivite, inflamação da conjuntiva, membrana que contorna a pálpebra, e objetos estranhos.

O lacrimejamento é comum em raças pequenas, como os poodles. Se os olhos de seu cão parecem lacrimejar excessivamente, deixe que seu veterinário dê uma olhada, para determinar qual é o problema e como tratá-lo. Entretanto, em alguns cães as lágrimas não parecem ter causa aparente.

Mesmo o lacrimejamento normal pode causar manchas escuras embaixo dos olhos, especialmente em cães com pelagem branca ou clara. Para manter essas manchas sob controle, lave a área embaixo dos olhos freqüentemente, usando água morna e algodão. Certifique-se de ter aparado cuidadosamente os pêlos manchados. Não use sabão perto dos olhos, pois pode causar uma úlcera na córnea.

Uma quantidade anormal de secreção no canto dos olhos ou uma aparência avermelhada na conjuntiva são sinais de conjuntivite. Essa doença é comum em cães que colocam a cabeça para fora da janela do carro ou passam grande tempo do lado de fora, quando o tempo está ventando ou com muita oeira. Em casos mais brandos, cura-se sozinho. Se o problema persistir, leve seu cão ao veterinário para se tratar.

Os cães passam a pata nos olhos para limpá-los, embora a maioria dele não seja tão meticulosa quanto os gatos. No entanto, se o cão estiver passando a pata continuamente nos olhos ou entortando-os, ele pode estar com um corpo estanho. Examine-os em um cômodo bem iluminado, para que você não deixe passar. Para ter uma visão melhor, puxe para baixo a pálpebra inferior e para cima a superior. Se apenas um olho parece ter sido afetado, compare-o ao outro para ver como diferem. Se você não conseguir achar nada ou não conseguir remover o objeto, leve o cão para tratamento no veterinário.



Cuidados com os Ouvidos

Os ouvidos de seu cão são delicados e sensíveis, instrumentos bem afinados que o permitem captar sons bem longe da freqüência auditiva humana. Considerando o quanto as pessoas são exigentes em relação a seus equipamentos de som, você pensa que todos entenderiam como é importante cuidar do "sistema de som" de alta qualidade de um cão. As infecções causadas por corpos estranhos podem danificar seriamente essas criações maravilhosas. Entretanto, apenas alguns minutos por semana para examinar e limpar os ouvidos de seu animal vai ajudá-los a ficar sãos e salvos.

O ouvido externo, também chamado de pavilhão auditivo, é o mais vulnerável a ferimentos e infecções, uma vez que está exposto a objetos estranhos e sujeira. Manter o ouvido externo limpo é a primeira providência de defesa contra problemas. Comece examinando as orelhas diariamente. As saudáveis são rosadas na parte de dentro, sem cheiro ruim ou secreções aparentes. Depois, procure por objetos estranhos. Se seu cão passa muito tempo do lado de fora, especialmente em mato alto ou áreas com madeira, ele pode pegar rabos-de-raposa ou carrapatos em suas orelhas. Remova os corpos estranhos com seus dedos e então limpe as orelhas do cão com óleo mineral. Nunca use sabão e água, pois a água ensaboada pode causar uma infecção auditiva. Se um corpo estranho estiver incrustado na orelha ou se você não está seguro de retirá-lo, deixe que o veterinário faça isso. O melhor meio de remover é agarrá-lo firmemente no nível da pele com uma pinça e puxá-lo de uma só vez com uma pressão suave e forte.

Dê para as orelhas de seu cão uma limpeza completa mensalmente, conforme necessário. As orelhas pendentes geralmente precisam de mais atenção do que as em pé. Umedeça uma bola de algodão ou de roupa com óleo mineral, azeite ou hamamélis e limpe com cuidado o interior das orelhas. Não use cotonete, pois é fácil danificar acidentalmente os delicados mecanismos da orelha interna. Algumas raças, como os terriers e poodles, têm pêlos que crescem dentro da orelha. Eles precisam ser puxados para prevenir o acúmulo de cera e sujeira. Peça a um arrumador ou a um criador para lhe mostrar como puxar os pêlos.

Fique sempre atento aos primeiros sinais de alerta de uma infecção de ouvido, que não é um problema tão incomum nos cães. Se o seu agita a cabeça constantemente, tem orelhas doloridas ou vermelhas ou se elas estão com mau cheiro ou têm secreções, leve o cão ao veterinário. A maioria das infecções desse tipo é causada pela falta de circulação de ar e ocorrem mais comumente em raças de orelhas pendentes ou peludas. O ambiente úmido, quente e escuro é o lugar perfeito para que as bactérias e fungos cresçam. Captando os primeiros sinais, a infecção de ouvido do seu cão estará logo sob controle, prevenindo complicações mais sérias, que podem levar à perda de audição.

As orelhas dos cães são alvos perfeitos para mosquitos. As picadas recorrentes podem causar dermatite, que deixa as orelhas com crostas e propensas ao sangramento. Para manter seu cachorro livre de coceiras, aplique um repelente de insetos seguro para animais nas orelhas dele, antes de sair.

Se o seu cão agita freqüentemente a cabeça e as patas perto das orelhas, mas não há sinais de infecção, ele pode estar incomodado com ácaros da sarna de ouvido. Eles invadem o canal auditivo e alimentam-se de fragmentos de pele. Um sinal que denuncia a sarna são os fragmentos escuros, que se parecem muito com grãos de café. Os ácaros de ouvido são muito comuns em filhotes e em cães jovens. Isso porque esses ácaros se espalham facilmente e os filhotinhos gastam muito tempo um em cima do outro, enquanto brincam e dormem. Se você tem outros cães e gatos em casa e um deles começa a ter sarna de ouvido é melhor fazer o tratamento em todos eles. A maioria dos remédios seguros e eficientes está disponível somente com seu veterinário. Então, não espere para entrar em contato.

É claro que a velha e boa prevenção é a coisa mais importante que você pode fazer pela boa saúde da orelha de seu cão. Mantenha-as limpas, secas e livres de objetos e substâncias estranhas. Coloque bolas de algodão nos ouvidos do cachorro durante o banho (se ele aceitar) para manter a água fora do canal auditivo. Seque as orelhas quando o banho terminar. A maioria dos cães ama nadar, então esteja certo de que suas orelhas estão limpas e secas após um mergulho. Quando se fala em cuidados do ouvido, um pouco de prevenção vale mais a pena do que uma grande cura.


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Alimentação das cadelas durante a gestação.




Quando se pensa em acasalar uma cadela, um fator muito importante deve ser levado em consideração: a alimentação, já que das boas condições físicas da mãe dependerá o nascimento de uma ninhada forte e saudável. Os cuidados alimentares devem ter início antes mesmo do acasalamento e prosseguirem, pelo menos, até o desmame dos filhotes, pois a cadela precisará de muita energia durante a amamentação.

A fêmea não deve estar gorda quando cruzar e não pode receber gorduras na alimentação. A obesidade em uma cadela grávida pode ter conseqüências sérias. Por exemplo, no caso de haver necessidade de um parto por cesariana, a gordura atrapalha muito.

A cadela em gestação tem necessidade de muitas proteínas e uma complementação alimentar de cálcio e sais minerais. As proteínas podem ser encontradas nos próprios alimentos como a carne, o leite, verduras ou ração. No entanto, o cálcio e os sais minerais como ferro, cobre, flúor, manganês e outros, só devem ser ministrados com orientação do veterinário. O proprietário deve estar sempre atento para que a cadela tenha água limpa e fresca à vontade.

Com o passar do tempo, os filhotes começam a crescer no útero da mãe. Este se distende e passa a ocupar um espaço maior. Isso faz com que o útero acabe por deslocar outros órgãos como a bexiga, o intestino e o estômago, provocando uma diminuição do movimento intestinal. Nesse período da gestação é importante evitar que a cadela receba alimentos que possam aumentar a fermentação em seu organismo. Assim, os farináceos devem ser totalmente evitados, pois propiciam a formação de gases e, como conseqüência, aparecem as cólicas intestinais.

Um cuidado para evitar problemas digestivos é oferecer à cadela um maior número de refeições por dia, com quantidades menores de alimento de cada vez. Exercícios moderados até a época do parto também ajudam a manter a forma e a disposição da futura mamãe.

A alimentação indicada, rica em proteínas, deve inclusive ser mantida depois do nascimento dos filhotes já que, durante a amamentação, as exigências alimentares da cadela continuarão.

Se dermos condições ideais de alimentação à cadela, desde o cruzamento até o desmame, teremos filhotes bem formados, fortes e saudáveis e, principalmente, uma mãe sem deficiências, que não terá corrido riscos desnecessários e trará, ainda, muitas alegrias a seus donos.


Fonte:www.saudeanimal.com.br

terça-feira, 31 de julho de 2012

Como evitar brigas entre gatos?





Introduzir um outro gato na casa não é tão simples quanto parece. Muitos gatos não aceitam a presença de outro logo no início. Se for o seu caso, seguem algumas dicas para evitar brigas entre eles.

Se você não tem certeza de que seu gato irá aceitar bem a chegada do outro, é melhor prevenir. Não deixe que eles se encontrem logo de cara e evite confrontos que podem causar uma briga. Deixe o recém-chegado num ambiente separado, de preferência não muito amplo, com água, comida, brinquedinhos e caminha, deixando a caixa de areia do lado oposto. Lembre-se: eles não gostam de comer e dormir próximo de onde faz as necessidades. Para facilitar o processo, você pode usar uma caixa de transporte como casinha, colocando uma caminha em seu interior para que ele fique cada vez mais à vontade em dormir lá dentro.

Assim que ele estiver bem adaptado, ou seja, já pratica as atividades do dia-a-dia naturalmente, como comer, dormir tranquilamente e brincar, podemos pensar em dar um novo passo importante. Coloque o gato recém-chegado dentro da caixa de transporte, onde ele está acostumado a dormir tranquilamente, e deixe o outro se aproximar. Nesse momento, ambos devem receber petiscos bem gostosos, carinho e atenção para que comecem a associar a presença do outro como algo positivo. É bom lembrar que os petiscos devem ser restringidos somente aos treinos de aproximação um do outro. Se eles ganham de graça em outros momentos, não irão valorizar o prêmio. Dependendo do nível de tolerância de um com o outro, o treino pode começar numa distância maior para então a aproximação ocorrer gradativamente.

Todo o processo de treinamento deve ser supervisionado. Assim que o treino terminar, o recém-chegado deve voltar ao seu cômodo. E assim sucessivamente, até que ambos associem a presença do outro com coisas boas. Se tudo isso começar a acontecer sem manifestação de agressividade, é hora de avançar mais um passo: o recém-chegado pode ficar com o outro fora da caixa de transporte, sempre sob supervisão. E continuam ganhando petiscos, carinho e brinquedos na presença do outro. Sempre que o treino terminar, cada um volta para o seu canto. Se você começar a sentir confiança, poderá deixá-los junto cada vez mais.

Tome sempre o cuidado de não deixar um escapar para o ambiente do outro. Se isso acontecer e causar uma briga, você vai regredir todo o treino. Alguns gatos podem demonstrar alguns comportamentos que não apresentavam antes da chegada do outro como: marcação de objetos, miados excessivos, destruição. Isso pode ser interpretado como insegurança. Há produtos no mercado pet que podem ser usados para melhorar o estresse do gato, como o feromônio artificial que serve para acalmá-los. De qualquer forma, sempre consulte um veterinário e consultor comportamental para que você tenha orientações mais precisas, se forem necessárias.

Texto: Tatiane Ichitani (consultora de comportamento e adestradora da Cão Cidadão)
Revisão e Edição: Alex Candido

Fonte:www.saudeanimal.com.br

ALGUMAS DICAS PRÁTICAS SOBRE COMO CUIDAR BEM DE UM CÃO




VÔMITOS E DIARRÉIAS

Vômitos ou diarréias sem motivo aparente podem ser sintomas de vermes (veja o item anterior) ou sintomas de outras doenças muito mais graves (parvovirose e outras). Consulte o veterinário imediatamente em caso de vômitos e diarréias compulsivas. CACHORROS FICAM DESIDRATADOS EM QUESTÃO DE POUCAS HORAS E PODEM MORRER POR ISTO.

Podem, também, indicar que o cachorro comeu algo que não devia: comida temperada ou com excesso de sal, leite, grama, etc.

Todos os cachorros comem grama às vezes. Isto faz parte da sua alimentação. Eles escolhem cuidadosamente o tipo de grama que devem comer em cada situação. Se comerem demais, vomitam. Em determinadas ocasiões, o cachorro sabe instintivamente que comeu algo errado e precisa vomitar. Nesta situação, ele come grama até provocar o vômito. É normal.

Em casos de vômitos ou diarréias compulsivas, uma das soluções imediatas é a administração de algumas gotas de "Plasil", que pode ser comprado em farmácias comuns. Use a dose recomendada para crianças. Pingue as gotas em um pedaço de pão e dê para o cão comer. E leve imediatamente ao veterinário.

DORES MUSCULARES

Uma vez que todos concordamos que cachorros também sentem dores, a dor muscular é uma das mais comuns. Quanto maior o cachorro, mais propenso a dores musculares, embora este problema atinja a todos de forma praticamente geral.

Dores musculares agudas (cujos sintomas podem ser gemidos, manqueira, dificuldade de se levantar ou deitar, tremores nas patas) podem ser tratadas imediatamente com cápsulas de "Piroxicam". A dose de Piroxicam para cães é de 0,3 mg por quilo. Ou seja, para um cão de 50 kg, por exemplo, aplicar 15 mg. Já para um cão de 80 kg, aplicar 24 mg. Comprimidos de Piroxicam encontrados nas farmácias comuns têm 20 ou 40 mg. Use o que mais se aproximar. Isto alivia os sintomas das dores, mas uma avaliação mais detalhada deve ser feita por um veterinário. Não deixe o seu cão sofrendo. Leve-o ao veterinário imediatamente.

No inverno, a incidência de dores musculares aumenta. Qualquer torção, batida ou movimento muito brusco pode causar uma dor muscular que se estenderá por vários dias. Portanto, tenha maior cuidado no inverno.

Evite que cães de tamanhos muito diferentes brinquem juntos. É muito fácil para um Fila desconjuntar um pequeno "Salsichinha" em brincadeiras. Tenha cuidado.

LIBERDADE DE MOVIMENTOS

Manter um cão enclausurado é um dos piores crimes que se pode cometer com ele. Ele ficará doente, agressivo e muito triste.

Cachorros precisam de liberdade de movimentos. Muitos tipos de dores musculares são causadas por falta de movimento (veja item anterior). NÃO MANTENHA SEU CACHORRO PRESO, NEM PERMITA QUE OUTROS OS MANTENHAM.

ATROPELAMENTOS

Recolha o cão imediatamente, sem manipulá-lo demais. Procure deitá-lo na mesma posição em que estava e transporte-o IMEDIATAMENTE a um veterinário competente. Ossos fraturados têm maior capacidade de recuperação quando tratados sem demora.

NÃO SE OMITA. NÃO DEIXE UM CACHORRO ATROPELADO SOFRENDO.

LIMPEZA DAS ORELHAS

As orelhas são um dos órgãos mais sensíveis dos cachorros. Alguns permitem pacificamente que se limpe, outros não deixam nem chegar perto. Cachorros com orelhas grandes costumam ter mais problemas nos ouvidos do que aqueles de orelhas pequenas.

Para limpar as orelhas de um cão, NÃO USE OBJETOS PONTIAGUDOS. Enrole uma gaze ou pano macio em um cotonete, molhe em solução estéril adequada (tipo "Epiotic" ou outra) e limpe calmamente. Alguns chás de ervas podem também ser usados. Veja na seção "Dicas: plantas medicinais".

Caso haja corrimento, secreção amarelada, sangue ou o cachorro esteja coçando desesperadamente a orelha, leve-o imediatamente ao veterinário. Vários e sérios problemas podem ocorrer caso problemas nas orelhas não sejam tratados rapidamente.

NUNCA coloque pomadas ou medicamentos que não sejam indicados por veterinários competentes dentro da orelha do seu cão. A única exceção é o chá indicado na seção "Dicas: plantas medicinais". Otites e outras infecções podem se desenvoilver muito rapidamente no caso de uso de medicamentos errados. 

Fonte: www.ath.com.br

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Cuidados para evitar viroses nos animais

Existem vários vírus que acometem os cães e gatos, e são eles os responsáveis por quase 80% das mortes em filhotes. Não apenas os filhotes, mas os adultos, embora mais resistentes, também podem adoecer. Alguns proprietários por falta de informação ou por esquecerem alguns detalhes que parecem de pouca importância, sem querer, submetem seus animais a situações de risco. Veja abaixo dicas importantes para assegurar a saúde do seu amigo.

  • Nenhum filhote deve sair à rua ou ter contato com outros animais antes de completar a vacinação.
  • Apenas uma ou duas doses de vacina não são suficientes para imunizar o animal. Ele só estará protegido após tomar todas as doses necessárias.

  • Após ter tomado a última dose de vacina, o animal deverá aguardar um período de 15 dias antes de sair à rua ou ir para um hotelzinho. Esse período é necessário para que o cão ou gato produza defesas (anticorpos) suficientes para a sua proteção.

  • Quando for vacinar seu filhote em uma clínica veterinária, não coloque-o no chão ou deixe que ele cheire outros animais da mesma espécie.

  • Nunca atrase a vacinação anual do seu animal. Se não puder vaciná-lo na data, prefira vaciná-lo antes do vencimento.

  • Desconsidere atestados de vacina emitidos por canis/gatis quando não constarem a assinatura e o carimbo do médico veterinário ao lado do selo da vacina. No caso de filhotes, recomece a vacinação desde a primeira dose.

  • Alguns criadores, por excesso de zelo ou desconhecimento, aplicam a primeira dose da vacina em animais muito jovens. Dependendo da vacina, ela não trará benefício algum, nem irá conferir proteção. O ideal é iniciar a vacinação a partir de 45 dias de idade ou a critério do veterinário.

  • Funcionários de pet shops não estão autorizados a aplicar vacinas em animais. Além de você não saber a procedência da vacina e como ela foi conservada, só o médico veterinário poderá analisar se o seu animal está em condições ideais para ser vacinado. A vacina comprada em lojas pode ser mais barata, mas as conseqüências da má aplicação ou falha vacinal irá custar muito caro para o dono do animal.
  • Cães e gatos não podem ser vacinados se estiverem no cio, gestantes, com febre, debilitados, com diarréia ou com vermes. Animais que receberem a vacina nessas condições podem não produzir defesas suficientes para sua total proteção.
  • Nunca coloque um animal, principalmente um filhote, num ambiente que foi freqüentado por outro que adoeceu e/ou morreu com alguma virose. Os vírus resistem por mais de 1 ano no ambiente. A desinfecção não garante total eliminação do vírus. Se você teve um cão que morreu de parvovirose ou cinomose, além de desinfetar o ambiente com cloro, deve aguardar no mínimo 1 ano para colocar outro cão na mesma residência.
  • Sempre que adotar um animal de um abrigo ou recolhê-lo das ruas, procure aguardar 15 dias antes de colocá-lo junto com o outro animal da casa. Após esse período, se o novo cão ou gato não apresentar vômitos, diarréia ou apatia, você terá certeza que ele não estava incubando uma virose.
  • Filhotinhos adquiridos de canis/gatis devem ter uma "garantia", em contrato, de 10 a 15 dias contra viroses. Isso significa que, se for constatada uma virose no cão ou gato dentro período, o estabelecimento deverá se responsabilizar pelo animal. Claro que o proprietário do filhote deve assegurar que ele não saia à rua ou tenha contato com outros animais. Veja: modelo de contrato
  • Não hospede seu animal em hotéis que não exigem a carteira de vacinação comprovando que o cão ou gato está com a imunização em dia.
  • Mesmo com todas as vacinas em dia, não deixe seu cão/gato ter contato com animais sabidamente doentes por viroses. Nenhum laboratório garante 100% de eficácia da vacinação, pois a resposta de cada organismo é diferente. Vacinado, ele está garantido, porém, uma porcentagem muito pequena dos animais pode não produzir defesas suficientes contra os vírus.
  • Nos dias posteriores à vacinação você pode banhar seu animal, exceto se estiver muito frio. Não deixe que ele tome chuva e fique molhado, principalmente no inverno. Qualquer queda de resistência do organismo pode interferir no efeito da vacina.
  • Jamais deixe de vacinar seu cão/gato porque ele nunca sai de casa ou vive em apartamento. Não é impossível você levar os vírus para dentro de sua casa através dos sapatos. Se a carga for grande o suficiente ou seu cão estiver debilitado, ele pode adoecer...


Seu animal gosta de comer coisas estranhas?

Existem animais que gostam de comer coisas estranhas. Sempre às escondidas, é claro. E para surpresa dos donos e até de veterinários experientes, uma radiografia do abdômen pode revelar objetos que ninguém imaginaria que um cão pudesse comer. Os gatos são muito mais seletivos do que os cachorros com aquilo que ingerem. Mesmo assim, têm atração especial por alguns itens, como fitas, barbantes, fio dental e elásticos, usados frequentemente para pendurar os brinquedos dos felinos.

á os cães possuem uma lista bem maior de objetos estranhos preferidos: meias, meias-calças femininas, pedras, bolas, elásticos de cabelo, gravetos, moedas, brinquedos de borracha, entre outros.

Há também os itens bizarros como martelo, facas de cozinha, bolas de futebol (murchas, é claro), chaves de fenda e anzóis. A ingestão de fezes, a coprofagia, é comum em algumas raças de cães. Leia sobre esse assunto aqui.

O que leva um animal a ingerir esses objetos? Não se sabe ao certo. Pelo tipo de material consumido, podemos ter uma suspeita.

Por exemplo, ingerir pedras pode ser um sinal de deficiência mineral. Outros itens que não têm relação com carências nutricionais podem estar relacionados a carências emocionais, como ansiedade, falta de atividade física e isolamento. O animal se "distrai" com um objeto, começa a mastigá-lo e, de repente... Engoliu! Nesses casos, aumentar os passeios e a atividade física, deixando o cão bem cansado, pode resolver o problema.

Como esse tipo de acidente não é raro e existem animais comedores compulsivos de objetos estranhos, é preciso ficar atento a sinais como apatia, falta de apetite, abdômen distendido e falta de fezes por vários dias, mesmo o animal se alimentando normalmente.

No caso da imagem acima, o patinho de borracha permaneceu 18 meses no estômago do cão. Os donos deram a falta desse brinquedo e começaram a observar as fezes do animal diariamente. Como nada aparecia, desistiram da ideia do cachorro ter engolido o pato. Somente quando o cão adoeceu, um raio X intestinal foi feito e o misterioso desaparecimento do patinho de borracha ficou esclarecido. Mas como eliminar um item como esse? Somente através de cirurgia.

Num outro episódio, uma proprietária relatou ter visto sua shnauzer abocanhar e engolir um caroço de pêssego. Essa semente possui uma ponta afiada numa das extremidades. Semanas investigando as fezes da cadela e nada. Mas tudo que entra, tem que sair um dia... ou não. A cadela começou a vomitar fezes, pois o caroço ficou preso ao intestino pela extremidade pontiaguda, impedindo a passagem do bolo fecal. Outro caso de cirurgia.

É claro que nem sempre um procedimento cirúrgico é necessário. Objetos pequenos podem ser eliminados por vômito ou defecação. Mesmo assim, sempre existe o risco de torção ou obstrução intestinal, sufocamento ou irritação gástrica. Se você presenciar seu animal ingerindo um objeto estranho, não sossegue enquanto não observar que ele tenha saído pelas fezes ou vômito.

Muito cuidado com medicamentos expostos (cães adoram), sacos plásticos, restos de bexigas após festas infantis e enfeites de natal. Além das meias, limpas ou usadas, o item campeão do paladar animal por objetos estranhos.



Acasalamento

Antes de pensar em acasalar seu animal, você deve analisar fatores como: tempo disponível para cuidar da ninhada, custos com assistência veterinária e exames, e o destino dos filhotes. Este último deve ter a sua especial atenção, pois nem sempre é possível conseguir bons lares para os filhotes, mesmo que sejam de raça pura.

Antes do acasalamento, siga os seguintes passos:

  • Procure um macho da mesma raça e que tenha um tamanho igual ou não muito maior que a fêmea;
  • Leve a fêmea para uma avaliação veterinária
  • antes do acasalamento;
  • Coloque em dia as vacinas e faça um exame de fezes um mês antes do cio;
  • Analise se é a época ideal para a cadela. Não acasale fêmeas muito jovens, o aconselhável é a partir do 3o. cio;
  • Fêmeas obesas não devem acasalar, aguarde o próximo cio quando o animal deve estar num peso compatível com sua raça e tamanho.

As cadelas entram no cio em torno de 6 a 10 meses de idade. Algumas apenas com 1 ano. O cio da fêmea tem duração aproximada de 15 dias. Ela aceitará o macho a partir do 7o. ou 8o. dia do cio. Há grande chance de sucesso se a fertilização ocorrer por volta do 11o. dia do cio, momento em que 50% dos óvulos são liberados pelos ovários. O acasalamento pode ser repetido no dia seguinte.

Algumas fêmeas são arredias e não aceitam certos machos; outras, não aceitam nenhum macho. É interessante proporcionar um contato entre os cães antes do início do cio, para observar se há rejeição entre eles. Cães criados fora do convívio com animais da mesma espécie podem ficar assustados ou atacar o parceiro. Da mesma forma, cães muito mimados não aceitam acasalar e não têm interesse pela fêmea, mesmo que ela esteja no cio. Há fêmeas que escolhem um determinado macho e se recusam a acasalar com outros. Nesses casos, é possível recorrer à inseminação artificial. Uma fêmea muito brava pode atacar e machucar seriamente o macho pretendente. É melhor não arriscar.

Pode acontecer uma situação não tão rara de a cadela acasalar com dois machos durante o mesmo cio. Nesse caso, ela terá filhotes dos dois cães. Aqueles que forem filhos de um macho da mesma raça nascerão puros. Mas se o outro cão com o qual a fêmea cruzou for de raça diferente ou um vira-lata, nascerão também filhotes mestiços, todos na mesma ninhada. Pode ser difícil diferenciar os filhotes puros dos mestiços. O teste de DNA pode esclarecer a dúvida.

A cadela de raça pura que cruzou com um vira-lata e teve filhotes mestiços, poderá ter cãezinhos puros na próxima vez que acasalar. Diferente do que alguns pensam, cruzar com um cão vira-lata não "estraga" a raça da cadela. Isso é apenas uma crença popular, mas sem nenhum fundamento.

Em um cruzamento normal, o momento da ejaculação se dá quando macho e fêmea ficam "de traseiro" um para o outro. Eles irão permanecer assim por alguns minutos (o tempo é variável). O cão possui um osso peniano e a tentativa de separar os animais à força pode causar fratura no osso do pênis. Por isso, não importa o tempo que demore, deixe que os cães se afastem naturalmente.

A fêmea deve ser levada à casa do macho, mas o inverso também pode ser tentado. Evite o estresse dos animais, deixando-os em um local tranquilo, sem muitas pessoas em redor.

Existem casos de dificuldades no acasalamento, assim como infertilidade nas cadelas ou nos machos. São motivos de insucesso na reprodução do animal, o que causa grande frustração para o dono. É preciso analisar e descobrir a causa com a ajuda do veterinário.

Quem não deve acasalar:animais portadores de enfermidades transmissíveis geneticamente como: displasia coxofemoral, ausência de um testículo (criptorquidismo), alergias graves, catarata precoce e epilepsia; animais com problemas cardíacos graves; fêmeas com excesso de peso; cães com doenças sexualmente transmissíveis como Tumor de Sticker e Brucelose.