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DICAS ANIMAIS

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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Olho de gato


Por Simone Cunha

O felino é um caçador de hábitos noturnos e, por isso, sua visão é muito superior à dos humanos no período noturno. Não é verdade que eles enxergam na completa escuridão, mas seus olhos conseguem captar mínimas quantidades de luz existente em um ambiente. Semelhantes aos humanos, os gatos possuem na retina células receptoras que captam a luz.

O que há de diferente é que a luz, ao passar por essas células, se reflete no Tapetum lucidum, uma espécie de espelho que tem cerca de quinze camadas de células brilhantes. A luz volta refletindo e tocando novamente as células receptoras.

Devido a esse mecanismo, os gatos precisam de 6 vezes menos luz pra enxergar do que o ser humano. Também o brilho dessa membrana (Tapetum lucidum) é que provoca aquele efeito de luminosidade que percebemos nos olhos dos gatos no escuro, como se fossem faróis.

Outro mecanismo da visão é a dilatação pupilar. A pupila dos gatos dilata ou contrai conforme a quantidade de luz presente, permitindo uma melhor visualização do ambiente. É por isso que seus donos observam que, durante o dia, a pupila fica como uma linha vertical e à noite se torna redonda.

No entanto, os felinos têm uma menor acuidade visual quando há muita luz. Eles têm apenas 10% da nossa capacidade de visualizar imagens detalhadas. As mesmas estruturas oculares responsáveis por maximizar a visão noturna também diminuem a resolução das imagens.

Felinos têm uma visão panorâmica de cerca de 200 graus, ou seja, muito maior do que a nossa. Isso também é importante no seu hábito de caça.

A possibilidade de visualizar as cores é controversa. Estudos já conseguiram comprovar que os componentes oculares e cerebrais necessários para a visualização e discriminação das cores existem no olho felino, embora com algumas limitações e sem a certeza do quanto são funcionais. Já foi provado que os gatos são capazes de diferenciar certas cores, desde que o objeto colorido não esteja muito distante de seus olhos.

Os gatos também possuem uma terceira membrana protetora dos olhos, chamada de membrana nictitante. Essa membrana fecha parcialmente quando o gatinho está doente. 


Fonte: www.revistapulodogato.com.br

Você sabe como assegurar uma velhice sadia ao seu bichano?

Por Heloisa Justen e Simone Cunha

O envelhecimento é um processo inevitável e irreversível, contudo, o estado débil atribuído muitas vezes ao gato geriátrico na realidade pode estar relacionado a uma doença que pode ser corrigida ou pelo menos tratada pelo médico veterinário.


O ciclo de vida do gato pode ser dividido em quatro estágios: filhotes; adultos; idosos e geriátricos – após os 12 anos de idade.
Hoje, os gatos são favorecidos pelos programas de vacinação, dietas mais adequadas para a faixa etária e de prescrição (de acordo com as enfermidades), além da evolução das técnicas para obtenção de um melhor diagnóstico.

Se estimarmos em 15 anos a longevidade média de um gato ele atingirá o último terço de vida ao redor dos 10 anos de idade, o que corresponde a uma definição comum de envelhecimento, qualquer que seja a espécie envolvida. Neste estágio, geralmente, aparecem sinais que chamam a atenção dos proprietários: falta de dinamismo, sonolência, alteração do pelo.

Uma alimentação apropriada e de qualidade permite combater os fenômenos patológicos e fisiológicos ligados ao envelhecimento, mantém o peso do gato em seu nível ideal e contribui para a prevenção de problemas urinários.

O conhecimento da influência do envelhecimento em cada um dos sistemas orgânicos aumenta a capacidade para criar critérios para os meios de diagnósticos, para planejar programas de prevenção de doenças e instituir terapias adequadas.

Os gatos idosos e geriátricos são mais sedentários, menos enérgicos, menos curiosos e mais restritos em suas atividades e menos tolerantes ao calor ou frio extremo. Eles procuram locais confortáveis aquecidos e dormem por longos períodos. Os pelos apresentam-se embolados, secos e sem brilho, visto que os gatos idosos costumam perder o interesse de se lamberem. Quando manipulados, são mais fáceis de irritar.

Muitas das mudanças comportamentais ocorrem pelas alterações nos órgãos dos sentidos: diminuição da audição, da visão e do olfato. As unhas são pouco desgastadas e é comum vê-las introduzidas nos coxins. Eles apresentam dores articulares de forma insidiosa em função de doenças degenerativas das articulações e é notória a presença de fraqueza e perda de tônus muscular, principalmente nos membros. Tudo isso faz com que os gatos restrinjam sua atividade e habilidade para participar da vida familiar.

Muitos ficam tão carentes com o afastamento que começam um processo de lambedura compulsiva, levando as áreas extensas de alopecia, ou iniciam com o distúrbio de eliminação de urina ou fezes em locais inapropriados.

Viagens são pouco toleradas pelos gatos idosos. Tais gatos se alimentam pouco ou ficam anoréticos, ou seja, ingerem pouquíssima quantidade de alimentos, ficam muito ansiosos e dormem pouco. É melhor deixá-los em casa sob os cuidados de algum familiar.

Constipação é um dos problemas frequentes do gato idoso. Os fatores de risco são: falta de exercício, retenção fecal voluntária, dieta inapropriada, dor por impactação da glândula ad-anal, redução da motilidade e fraqueza da musculatura intestinal. As fezes se apresentam mais ressecadas e endurecidas.

Doenças periodontais levam aos processos extremamente dolorosos e fazem com que os gatos recusem o alimento. A perda de peso é um problema sério no gato idoso e deve ser investigada se é devida a problemas dentários, endócrinos, afecções de má absorção e/ou a uma percepção mais fraca dos odores e sabores dos alimentos.

O gato é por natureza um grande consumidor de proteínas, não há razão alguma para reduzir drasticamente o fornecimento proteico quando ele envelhece. Esta restrição poderia ser prejudicial à sua saúde. Enquanto que a restrição proteica não permite retardar o envelhecimento do rim, por outro lado aconselha-se uma diminuição de fósforo na dieta. Com esta medida pode-se esperar um retardamento do declínio da função renal.

Com consequência de um aumento na expectativa de vida do gato, observamos cada vez mais as doenças crônicas. As doenças encontradas com maior frequência em gatos idosos são em ordem decrescente de importância: 1) insuficiência renal crônica; 2) problemas dentários; 3) tumores (adenoma funcional da glândula tireoide, acarretando em hipertiroidismo); 4) degenerações ósseas e musculares; 5) doenças cardiovasculares e 6) diabetes mellitus.

O programa preventivo de saúde para o gato idoso deve ser iniciado a partir da faixa etária de 7 a 11 anos de idade e deve continuar por todo resto de sua vida. Esse programa tem sido recomendado pela Associação Americana de Clínicos Especialistas em Felinos e pela Academia de Medicina Felina, em 2005, num painel para reportar os cuidados com o paciente felino idoso.

Mesmo que o gato não apresente nenhum tipo de doença, ainda assim ele deverá aderir ao programa preventivo de saúde que deve constar de: avaliação completa da história médica pregressa e do comportamento do animal, exame físico completo (peso, temperatura, pulso, frequência respiratória e cardíaca, coloração da membrana de mucosa e tempo de preenchimento capilar, estado de hidratação). Isso ajuda a estabelecer o que está normal e detectar o mais cedo possível a existência de qualquer tipo de problema.



Fonte: www.revistapulodogato.com.br

terça-feira, 31 de julho de 2012

Como evitar brigas entre gatos?





Introduzir um outro gato na casa não é tão simples quanto parece. Muitos gatos não aceitam a presença de outro logo no início. Se for o seu caso, seguem algumas dicas para evitar brigas entre eles.

Se você não tem certeza de que seu gato irá aceitar bem a chegada do outro, é melhor prevenir. Não deixe que eles se encontrem logo de cara e evite confrontos que podem causar uma briga. Deixe o recém-chegado num ambiente separado, de preferência não muito amplo, com água, comida, brinquedinhos e caminha, deixando a caixa de areia do lado oposto. Lembre-se: eles não gostam de comer e dormir próximo de onde faz as necessidades. Para facilitar o processo, você pode usar uma caixa de transporte como casinha, colocando uma caminha em seu interior para que ele fique cada vez mais à vontade em dormir lá dentro.

Assim que ele estiver bem adaptado, ou seja, já pratica as atividades do dia-a-dia naturalmente, como comer, dormir tranquilamente e brincar, podemos pensar em dar um novo passo importante. Coloque o gato recém-chegado dentro da caixa de transporte, onde ele está acostumado a dormir tranquilamente, e deixe o outro se aproximar. Nesse momento, ambos devem receber petiscos bem gostosos, carinho e atenção para que comecem a associar a presença do outro como algo positivo. É bom lembrar que os petiscos devem ser restringidos somente aos treinos de aproximação um do outro. Se eles ganham de graça em outros momentos, não irão valorizar o prêmio. Dependendo do nível de tolerância de um com o outro, o treino pode começar numa distância maior para então a aproximação ocorrer gradativamente.

Todo o processo de treinamento deve ser supervisionado. Assim que o treino terminar, o recém-chegado deve voltar ao seu cômodo. E assim sucessivamente, até que ambos associem a presença do outro com coisas boas. Se tudo isso começar a acontecer sem manifestação de agressividade, é hora de avançar mais um passo: o recém-chegado pode ficar com o outro fora da caixa de transporte, sempre sob supervisão. E continuam ganhando petiscos, carinho e brinquedos na presença do outro. Sempre que o treino terminar, cada um volta para o seu canto. Se você começar a sentir confiança, poderá deixá-los junto cada vez mais.

Tome sempre o cuidado de não deixar um escapar para o ambiente do outro. Se isso acontecer e causar uma briga, você vai regredir todo o treino. Alguns gatos podem demonstrar alguns comportamentos que não apresentavam antes da chegada do outro como: marcação de objetos, miados excessivos, destruição. Isso pode ser interpretado como insegurança. Há produtos no mercado pet que podem ser usados para melhorar o estresse do gato, como o feromônio artificial que serve para acalmá-los. De qualquer forma, sempre consulte um veterinário e consultor comportamental para que você tenha orientações mais precisas, se forem necessárias.

Texto: Tatiane Ichitani (consultora de comportamento e adestradora da Cão Cidadão)
Revisão e Edição: Alex Candido

Fonte:www.saudeanimal.com.br

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

PLANTAS ORNAMENTAIS TÓXICAS

FATORES PARA QUE OCORRA A INTOXICAÇÃO:

  1. Idade (filhotes são mais susceptíveis pela curiosidade)
  2. Fastio
  3. Mudanças à sua volta

FONTE DE PLANTAS TÓXICAS:


PLANTAS DE VASO:

Dieffenbachia picta (comigo ninguém pode)
Monstera sp (costela de adão, dragão fedorento, 7 facadas)
Alocasia sp (orelha de elefante, orelha de burro, pulmão de aço)
Nerium oleander (espirradeira)

JARDINS E QUINTAIS:

Ricinus comunis (mamona)
Iris sp
Tulipa sp
Rhododendron sp (azaléa)
Arbus precatorius (olho de cabra)
Euphorbia pulcherrina
Philodendron sp (cipó-imbé, barra de macaco, filodendro)
Nicotiana tabacum
Narcisus sp


PLANTAS QUE CAUSAM GASTRITE E ESTOMATITE

Amaryllis sp
Rhododendron sp
Tulipa sp
Narcisus sp
Iris sp
Euphorbia pulcherrina (bico de papagaio)


* A azaléa produz uma toxina (antrometotoxina); uma pequena quantidade é capaz de provocar a intoxicação que ocorre após 6 horas. Há um aumento de defecação (não é diarréia), porém dificilmente causa a morte.

Tratamento: sintomático + fluidoterapia

PLANTAS QUE CAUSAM GASTRITE E ENTERITE

Abrus precatorius (toxina é a abrina)
Ricinus comunis (toxina é a ricina)


*O Abrus precatorius possui a toxina (uma proteína) mais potente conhecida, onde meia semente é capaz de matar uma pessoa. Oanimal apresenta diarréia catarral hemorrágica intensa, ocorrendo óbito após 24h se não tratado.

Tratamento: lavagem gástrica + protetor de mucosa

PLANTAS QUE CAUSAM ESTOMATITE E GLOSSITE

Dieffenbachia picta
Monstera sp
Alocasia sp
Philodendron sp

* a toxina é uma substância semelhante à uma proteína, que promove liberação de histamina pelos mastócitos. Pode promover edema de glote e o animal morrer por asfixia.
Tratamento: anti-histamínico + diurético


PLANTAS QUE ATUAM SOBRE O SNC


De uso lícito:

Nicotina tabacum (princípio ativo= nicotina)

* age em receptores nicotínicos colinérgicos (ação semelhante ao curare). Em doses pequenas, provoca excitação, tremores musculares e ataxia. Em doses altas provoca depressão.
Tratamento: bloqueador ganglionar do tipo não despolarizante, que é um antagonista da nicotina quando o animal está excitado (ex:mecamelamina). Respiração artificial quando o animal está na segunda fase ( fase de depressão ). É importante realizar diagnóstico diferencial com intoxicação por organofosforados, onde se usa atropina.


De uso ilícito:

Datura stramonium (saia branca, trombeta)

Pricípio ativo: alcalóides tropânicos (escopolamina, niosciamina, atropina).
Atuam em receptores colinérgicos muscarínicos. Os sintomas são alucinações, delírios, secura das secreções, taquicardia, midríase, pele seca e quente emeteorismo.
Tratamento: anticolinesterásico, antagonista colinérgico (neostigmina). Para auxílio diagnóstico, deve-se coletar urina, instilar no olho do camundongo e observar midríase.

Cannabis sativa (maconha)

Princípio ativo: THC (tetrahidrocanabiol)
Os sintomas são: animal depressivo e às vezes agressivo quando estimulado, olhos "vidrados", perda de noção de ambiente.
Tratamento: estimulante inespecífico de SNC, pentileno tetrazol(0,25 mg/Kg) + anequetamina (analéptico respiratório).


PLANTAS DE AÇÃO CARDIOTÓXICA

Digitalis purpura (dedaleira)
Nerium oleander (espirradeira)

Princípio tóxico: glicosídeos cardioativos (aumentamos níveis de digoxina), atuam na bomba de NaK ATPase.

Os sintomas são: bradicardia, aumento da força decontração cardíaca, fibrilação cardíaca, com os bat. chegando perto de 20/min., a morte estápróxima.
Tratamento: antiarrítmico, procainamida (100-500 mg) , cloridrato de potássio (monitorar pelo ECG).





Fonte: http://www.saudeanimal.com.br

Giardíase ou Giardiose

HISTÓRICO: O primeiro cientista a ver o protozoário causador dessa parasitose, ao microscópio ótico que ele mesmo havia inventado, foi Leeuwenhoek, que verificou também estar ele próprio infestado. Porém, quem primeiro descreveu esse parasita foi Lambl, no ano de 1859 que na ocasião denominou-o de Cercomonas intestinalis. Mais tarde, Stiles colocou-o no gênero Giárdia e de acordo com as regras internacionais de nomenclatura, o nome correto para o agente causal dessa doença é: Giardia lamblia.

MORFOLOGIA: Tem esse protozoário flagelado, o corpo em forma de uma pêra; arredondado anteriormente, delgado posteriormente, medindo 10 a 30 micra de comprimento por 5 a 15 de largura. Na face ventral encontra-se, de cada lado, um disco em forma de ventosa, quase circular, por meio dos quais o parasita se fixa à superfície das células epiteliais dos intestinos de seus hospedeiros parasitados. Tem ainda esse protozoário, quatro pares de flagelos(caudas), que se acham dispostos simetricamente com origens em blefaroplastos de disposições descritas de maneiras diversas por vários observadores. Tem também dois núcleos esse protozoário e não possui citóstoma. Tais protozoários flagelados multiplicam-se por um processo complicado de divisão longitudinal. A Giárdia se enquista e seus cistos tem a forma ovóide e em indivíduos enquistados, podem-se ver os flagelos movendo-se dentro dos cistos. Tais formas enquistadas são muito comumentemente encontradas nas fezes de indivíduos parasitados. Só quando as fezes se apresentam diarreicas é que esse parasita se apresenta na forma chamada livre(vegetativa). Vistos a fresco(em exame direto ao microscópio ótico) são muito transparentes, necessitando corantes especiais para sua visualização, ou então exame em Campo Escuro(Cardióide) para sua perfeita visualização.

TRANSMISSÃO: Dá-se por intermédio de alimentos ou bebidas contaminadas com fezes contendo cistos do flagelado. Tais cistos são muito resistentes ao meio externo. Vários autores, entre eles Roubard e Root(1921), verificaram a permanência de cistos vivos durante 24 horas no intestino da mosca, capaz, por meio de dejeções, de disseminar o parasita. Tejera em 1925 demonstrou a possibilidade desse parasita ser disseminado pelas fezes de baratas. Samuel B. Pessoa(Brasil), demonstrou que as baratas domésticas, coprófagas, podem se alimentar de fezes humanas e expelir, em suas dejeções cistos viáveis de Giárdia até 7 dias após a alimentação, bem como disseminar cistos por regurgitamento do material ingerido.

EPIDEMIOLOGIA: A Giárdia é um parasita cosmopolita e o mais freqüente dos flagelados parasitas do intestino do homem, de também de algumas espécies animais como cães, cavalos, cabras, coelhos, cobaias e algumas aves.

PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA: Vários patologistas e parasitologistas de renome, como Graig, não admitem o papel patogênico da Giárdia. Culbertson(1942) fala da ocorrência de Giárdias nas fezes de pessoas apresentando dores abdominais bem como da inflamação da vesícula, freqüentemente observada; porém, geralmente, a Giárdia desenvolve-se no intestino em associação com outros agentes patogênicos, tais como Entamoeba histolytica, provavelmente a responsável pela sintomatologia, apresentada nesses casos. Assim, segundo tal autor, a Giárdia não pode ser responsabilizada pela doença. Entretanto, tomando-se por base observações muito cuidadosas, em que foi eliminada a possibilidade de outras espécies patogênicas, sem dúvida alguma a Giardia lamblia, em determinados casos, é agente causal de perturbações para o lado do aparelho digestivo. O próprio Craig descreveu milhares de trofozoítas de Giárdias nas criptas duodenais, inseridas as células por meio de seus discos sugadores, produzindo irritações superficiais ou agravando uma condição inflamatória existente, ocasionando assim, diarréia crônica. Clinicamente a doença apresenta em primeiro lugar, perturbações dolorosas não apenas para o lado intestinal quanto também para o lado do fígado, semelhantes aos de litíase vesicular. Quando de localização duodenal determinam duodenite, com dores na região epigástrica e simultânea perturbação do tipo dispéptico(vômitos). O homem parasitado, queixa-se de azias, náuseas, digestão difícil. As fezes diarreicas, apresentam-se líquidas, ou então moles com a consistência de mingau, muito fétidas, as vezes de coloração esverdeada. É também muito discutida a questão da Giardiose vesicular. Pietro Allodi, relata casos de colescistites por Giárdia, com sintomatologia simuladora de colelitíase, mas com o diagnóstico baseado na presença de Giárdias na bile.

TERAPÊUTICA: Vários produtos tem indicação no tratamento dessa parasitose, sendo os mais eficientes aqueles a base de atebrina, um derivado da acridina, ministrado na forma de comprimidos por cinco dias seguidos. Existem também novos quimioterápicos, igualmente eficientes contra o parasita.

OBSERVAÇÕES FINAIS: É importante que o criador ou mero afeiçoado de cães não se preocupe em demasia com esse tema, quanto outros similares, sob pena de tornar-se doente imaginário, começando por enxergar doenças até em sua própria sombra, o que então será motivo de preocupação, agora não apenas sob o ponto de vista somático como também psicológico. Moderação necessária e bom senso são indispensáveis portanto. No mundo estamos cercados por outros seres, que como nós também necessitam e lutam para viver. Nossa vida deve ser compartilhada com todos, somente não devemos impassivelmente permitir, que outros seres vivos, alguns deles nocivos, ultrapassem os limites dessa co-participação universal.




Fonte:http://www.saudeanimal.com.br

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Muito importante, "medicamentos proibidos ao gato"

Medicamentos muito perigosos para serem administrados para gatos.

* Acetominofen (Tylenol):
Apenas 1 comprimido já pode ser fatal para um gato adulto. Causa anemia hemolítica, formação de metahemoglobina (não transporta oxigenio), cianose, icterícia, edema de face, Taquipnéia, necrose hepática.

* Benzocaina (Andolba)
Anestésico local em forma de spray ou pomada. Estimula o SNC, causa tremores, convulsões e por ultimo parada respiratória.

* Hidrocarbonetos clorados (como lindane, clordane)
Presente em alguns produtos de combate à pulgas e outros parasitas. A reação pode ser imediata ou levar dias para ocorrer. Começa com uma resposta exagerada aos estimulo, tremores, progressão para tremores cada vez mais fortes até um estado convulsivo, febre.

* Hexaclorofeno (agente germicida, encontrado em xampus, desinfetantes e sabonetes, como o Phisiohex)
É rapidamente absorvido através da pele e trato intestinal. Causa em gatos fadiga, fraqueza, incoordenação dos membros posteriores, febre, ausência de urina, paralisia flácida completa.

* Carbaril (Carbamato = usado em remédios contra pulgas como Talco Bulldog)
NUNCA, principalmente como coleira, que expõe o gato constantemente. Causa lesão no SNC e morte por parada respiratória.
Outros produtos, anti-pulgas, carrapatos e sarna, proibidos para gatos:
Sabão Bulldog; Sabão Bulldog Plus; Sabão Bulldog Sarnicida; Sabonete Antipulgas para cães Tratto; Sabonte Parasiticida Asuntol; Sabonete Banzé; Sparay Bulldog Antipulgas e Carrapatos; Spray Tratto; Talco Antipulgas Bolfo; Talco Banzé; Talco Bulldog Contra Pulgas; Talco Tratto.

* Azul de Metileno:
Usado em medicamentos para tratar infecções urinárias (deixa o xixi azul).

* Aspirina (AAS, Melhoral):
Primeiro estimula e depois causa depressão respiratória, ulceração gástrica, diminuição da agregação plaquetária, hipoplasia da medula óssea.


Fonte: http://www.petfeliz.com.br

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Homeopatia

A Homeopatia enxerga o indivíduo como um todo, promovendo o seu tratamento geral, sem tratar somente do fígado, do dente, ou da mente do indivíduo, por exemplo.

O uso da homeopatia para o tratamento de animais vem se desenvolvendo com o tempo e tem nos mostrado como essa prática pode ser benéfica. Temos presenciado a eficácia deste modo de tratamento, que é quase uma filosofia.

Para promover a cura, o homeopata precisa conhecer todos os sintomas de seu paciente. Estes sintomas irão revelar o modo como cada indivíduo interage com o meio que o cerca, e qual a solução para o mal que lhe aflige. Pelos sintomas apresentados e observados no animal, o homeopata irá escolher, com base na totalidade sintomática do paciente, aquele medicamento que espelhe o seu paciente, e que, portanto, seja capaz de curá-lo.

MITOS E VERDADES

- É UM MÉTODO NATURAL DE TRATAMENTO

Verdade.

Porque nos utilizamos de substâncias oriundas da natureza (animal, vegetal ou mineral) que são preparadas somente por diluições sucessivas com água e álcool e agitadas manualmente ou por aparelhos.

Somente não deve ser confundida com Fitoterapia ou Florais, que também se utilizam de substâncias presentes na natureza, mas estas não são preparadas do mesmo modo (diluídas e agitadas)

- SE NÃO FIZER BEM, MAL TAMBÉM NÃO FAZ

Mentira.

Todas as substâncias utilizadas em cada um dos medicamentos homeopáticos possuem ação sobre os organismos semelhantes à substância utilizada. Pode ocorrer que essa semelhança não seja total de forma a curar o indivíduo, mas seja parcial, de forma que irá induzir o indivíduo a algum tipo de reação, que nem sempre é agradável. Logo a homeopatia só deve ser utilizada pelo médico especialista no assunto, capaz de analisar a semelhança do remédio com o indivíduo.

- DEMORA MUITO TEMPO PARA COMEÇAR A FAZER EFEITO

É relativo, depende do efeito a que estamos nos referindo.
Nos caso agudos, temos um quadro clínico urgente, o efeito pode ser tão rápido quanto a alopatia, às vezes até mais rápido.

Nos casos crônicos, onde temos que equilibrar o organismo levando em conta inúmeros fatores, o resultado é mais lento, ou seja, conseguimos rapidamente resolver os sintomas agudos que se apresentam, mas considerarmos o organismo equilibrado realmente leva algum tempo; até por isso retornamos mais vezes ao homeopata ao longo desse tempo.

- OS REMÉDIOS TEM QUE SER DADOS DE HORA EM HORA

É relativo, depende do quadro que estamos tratando.

Nos quadros agudos, onde precisamos de um efeito rápido, podemos realmente precisar utilizar a medicação mais frequentemente (de hora em hora e até com intervalo de minutos), mas esse tipo de esquema normalmente só é usado num primeiro dia. Nos dias subsequentes podemos instituir um tratamento com medicação 3, ou 4 ou 6 vezes ao dia.

Mas em outros casos utilizamos medicação até uma vez por dia, ou ainda uma vez por semana, e muitas vezes ainda somente uma dose única.

- A HOMEOPATIA COMO ÚLTIMO RECURSO

As pessoas às vezes tendem a somente procurar a homeopatia quando já tentou de tudo com a alopatia e não obteve sucesso.

Realmente temos visto a homeopatia resolver casos onde a alopatia já tinha esgotado seu arsenal medicamentoso, porem podemos usar a homeopatia em qualquer caso, e não somente naqueles onde não sabemos mais o que fazer.

- A HOMEOPATIA É UMA FORMA EMPÍRICA DE TRATAR, QUASE COMO UMA BRUXARIA

Mentira.

A homeopatia é uma ciência, que existe desde 1796.
É uma ciência baseada no poder energético das várias substâncias naturais, somente o conhecimento deste poder energético é objeto de muitos estudos a fim de se determinar os efeitos e poderes dessas substâncias. O médico homeopata, seja ele humano ou veterinário, estudou e está perfeitamente apto a escolher a substância correta para medicar o seu paciente, e sabe exatamente o que ela produzirá no organismo e porque.

- A HOMEOPATIA NÃO ACEITA OUTRAS FORMAS DE TRATAMENTO

Mentira.

Os profissionais que se utilizam da homeopatia na medicina (veterinária ou humana) também examinam o paciente, fazem diagnósticos, se utilizam de exames complementares (radiografias, exames de sangue, ultrassonografias, etc.) e usam outras terapias quando necessário, não dispensando as novas descobertas da medicina veterinária. O mais importante em qualquer tipo de tratamento é o bom senso.

O homeopata também recomenda uma cirurgia, sendo ela realmente necessária; inclusive, no arsenal de medicamentos homeopáticos existem drogas que podem ser utilizadas para minimizar os efeitos traumáticos da cirurgia, bem como os efeitos indesejáveis da anestesia.

Ou seja, o Médico Veterinário Homeopata é um Veterinário como outro qualquer, apenas vê o seu animal por um outro ângulo, mais complexo e mais completo.

- A HOMEOPATIA NÃO ATUA EM QUALQUER CASO

Mentira.

A homeopatia atua em todas as áreas, não existindo nenhuma contra indicação para a sua utilização. A única contra indicação ocorre quando pessoas leigas em homeopatia fazem prescrições, normalmente porque já se utilizaram deste ou daquele medicamento e conseguiram resultados. Isto não é uma garantia para que o tratamento funcione em outro indivíduo.

Os medicamento utilizados na homeopatia não são para este ou aquele quadro clínico, e sim para determinado indivíduo com aquele determinado quadro clínico. Justamente por isso muitas pessoas que já fizeram uso de medicação homeopática não ficaram satisfeitas com o resultado. A "culpa" não é da homeopatia, e sim destas prescrições realizadas sem a correta individualização do quadro e do paciente, que, neste caso, não terá recebido o remédio correto.

O que acontece é que na alopatia qualquer um que tenha uma dor de cabeça, por exemplo, pode se utilizar de uma série de medicamentos. Já na homeopatia a dor de cabeça de um indivíduo será combatida com um medicamento escolhido para esta dor dele, enquanto que a dor de cabeça de outro paciente poderá não ceder com este mesmo medicamento, visto que não são a mesma dor de cabeça, terão sempre nuances diferentes.

É isso que torna o ato de saber prescrever corretamente os medicamentos homeopáticos uma arte; arte esta difícil, pois requer muito estudo e observação; mas, ao mesmo tempo, apaixonante.

Sabedoria canina


1. Nunca deixe passar a oportunidade de sair para um passeio.
2. Experimente a sensação do ar fresco e do vento na sua face por puro prazer.
3. Quando alguém que você ama se aproxima, corra para saudá-la(o).
4. Quando houver necessidade, pratique a obediência.
5. Deixe os outros saberem quando invadiram o seu território.
6. Sempre que puder tire uma soneca e se espreguice antes de se levantar.
7. Corra, pule e brinque diariamente.
8. Coma com gosto e entusiasmo, mas pare quando estiver satisfeito.
9. Seja sempre leal.
10. Nunca pretenda ser algo que você não é.
11. Se o que você deseja está enterrado, cave até encontrar.
12. Quando alguém estiver passando por um mau dia, fique em silêncio,
sente-se próximo e, gentilmente, tente agradá-lo.
13. Quando chamar a atenção, deixe alguém tocá-lo.
14. Evite morder quando apenas um rosnado resolver.
15. Nos dias mornos, deite-se de costas sobre a grama.
16. Nos dias quentes, beba muita água e descanse embaixo de uma árvore frondosa.
17. Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.
18. Não importa quantas vezes for censurado, não assuma a culpa que
não tiver e não fique amuado... corra imediatamente de volta para seus amigos.
19. Alegre-se com o simples prazer de uma caminhada.



Fonte: http://www.saudeanimal.com.br

sábado, 26 de novembro de 2011

Aspectos nutricionais de cães e gatos

A alimentação dos animais de companhia passou por uma evolução visível nas últimas décadas. Na década de oitenta a maioria deles ainda era alimentada com os restos de comida, e poucas indústrias de rações existiam e investiam no Brasil. Neste ponto, dois fatores contribuíram para a expansão do segmento: o poder aquisitivo das populações dos grandes centros aumentou e os padrões de consumo se sofisticaram. Por outro lado, a evolução dos hábitos em favor dos alimentos industriais está associada a um conjunto de fatores cada vez mais difundidos: alimentação sadia, equilibrada e com grande variedade de produtos disponíveis no mercado e, principalmente, a praticidade.

A maior proximidade de animais de estimação e seus donos gera uma preocupação em proporcionar-lhes boa saúde e melhor qualidade de vida, aumentando a longevidade e o bem-estar, e a alimentação é um fator primordial nesse processo.

Oferecer nutrição adequada aos cães e gatos pode funcionar como uma importante medida de saúde preventiva, evitando a ocorrência de distúrbios secundários, tais como obesidade, patologias ósseas, dentre outras.

Nos dias de hoje, ouvimos falar a todo o momento sobre a importância da nutrição preventiva e nutrição terapêutica para os nossos animais de companhia. Desta forma devemos sempre enfatizar a importância de alimentos com o devido equilíbrio nutricional, lembrando que tudo que oferecemos aos nossos pets irá refletir diretamente a saúde e bem estar dos mesmos, podendo assim favorecer ou prejudicá-los quanto a sua longevidade.

Da simples alimentação seria dar-lhe comida. Entretanto, para a manutenção de sua saúde é fundamental nutri-los com proteínas, cálcio, lipídios, carboidratos, minerais e vitaminas. A alimentação balanceada é mais facilmente mantida por meio das rações industrializadas e devem ser oferecidas de acordo com tamanho, idade e atividades que o animal executa. A necessidade alimentar dos animais muda de acordo com sua idade.

O animal mais jovem requer maior proporção de vitaminas, minerais e proteínas, pois seu crescimento é mais acelerado. Durante a gestação também muda a necessidade alimentar das fêmeas e os cuidados alimentares nesse período são fundamentais para o nascimento de uma cria saudável. Estes cuidados devem ter início antes mesmo do acasalamento e prosseguirem até o desmame dos filhotes, já que ela é bastante exigida também nesta etapa.


Como onívoro, faz parte da dieta de um cão boa parte do que come um ser humano. A comida caseira também pode ser dada, mas a complicação de atender às exigências nutricionais é maior, estraga com rapidez e pode causar tártaro ao animal. Outra vantagem que a ração apresenta é o fato de ser dura, o que promove o atrito e a limpeza dos dentes, já que o tártaro pode causar inflamações, perda de dentes e até mesmo doenças graves. Filhotes de cães devem receber de 4 a 6 porções de alimento ao dia, já que metabolizam mais rápido o alimento e para animais adultos de 2 a 3 refeições ao dia são suficientes.

Já os gatos são biologicamente classificados como animais carnívoros, tendo a sua fisiologia orientada para a eficiência no processamento de carne, com conseqüente ausência de processos eficientes para a digestão de vegetais. Os gatos não produzem a sua própria taurina (um ácido orgânico essencial). Como essa substância está presente no tecido muscular dos animais, o gato precisa se alimentar de carne para sobreviver. Assim, os gatos apresentam dentição e aparelho digestivo especializado para processamento de carne. O intestino diminuiu de extensão ao longo da evolução para ficar apenas com os segmentos que melhor processam as proteínas e gorduras de origem animal. O aparelho digestivo limita seriamente a capacidade dos gatos de digerir, metabolizar e absorver nutrientes de origem vegetal, bem como certos ácidos graxos. A falta de taurina pode causar cegueira irreversível no animal, além de danos ao sistema cardiovascular. Gatos também são bastante seletivos em sua alimentação, o que pode ser decorrente, pelo menos em parte, da mutação que causou à espécie a perda da capacidade de detectar o sabor doce nos alimentos.

Apesar de exigentes, precisam alimentar-se constantemente, pois, de modo geral, não toleram mais de 36 horas de jejum sem que os seus rins sofram algum risco de dano. Dessa forma, o meio de alimentação mais recomendado para os gatos domésticos é o consumo livre, ou seja, deve-se procurar deixar o alimento à vontade para o animal ao longo do dia. Essa prática tem a vantagem de diminuir o pH da urina, evitando, desse modo, a formação de cálculos renais. No entanto, alguns veterinários costumam recomendar que o dono controle a quantidade de alimento ingerida, oferecendo ao gato porções limitadas, em casos específicos em que o animal apresente tendência ao sobrepeso.

Petiscos podem ser oferecidos aos animais como mimo ou recompensa, desde que eles não se apresentem em risco de desenvolvimento de obesidade ou sejam portadores de outras doenças metabólicas que possam piorar diante do oferecimento destes alimentos. É importante lembrar que petiscos não devem substituir a alimentação saudável e balanceada e sim servirem como agrado aos animais. Também deve-se evitar oferecer alimentos e/ou petiscos que não façam parte da dieta comum dos animais para evitar riscos que vão de obesidade à intoxicação alimentar. Um exemplo de alimento perigoso é o chocolate, em qualquer forma que se apresente. A substância nele presente, chamada teobromina, pode causar intoxicação alimentar, coma e até casos de óbito.

Por isso, deve-se não apenas evitar, mas proibir a ingestão de chocolate nestes animais. É recomendável que ao escolher oferecer algum petisco ao animal que se prefira os industrializados, desenvolvidos especialmente para este fim e que não causarão danos à saúde do seu bichinho de estimação.

Levando em consideração estes aspectos da alimentação de cães e gatos, dentre outros fatores nutricionais importantes, esteja sempre atento ao tipo e qualidade de alimento oferecido ao seu animal, bem como ao manejo de fornecimento das refeições e procure, juntamente com seu veterinário, buscar a melhor forma de oferecer nutrição adequada, o que certamente levará seu animal a uma qualidade de vida elevada com maior longevidade.


Fonte: http://www.lexelulu.com.br

Nem todo gato pode tomar leite

Nos filmes, seguidamente vemos um gatinho tomando uma gostosa tigela de leite. E é exatamente o que fazemos quando queremos agradar algum felino: damos leite.

Mas, na verdade, a maior parte dos gatos não consegue digerir bem o leite de vaca. Isso porque ele contem um açúcar chamado lactose, e os gatinhos não produzem a lactase, enzima que digere esse açúcar.

Quando o felino é bebê, até os três meses é recomendado que ele se alimente somente de leite. Mas leite para gatos, assim como nós humanos tomamos o leite materno. No caso de gatos órfãos, é preciso comprar um específico para esse caso (custa em torno de R$ 17) ou preparar algumas receitas fáceis caseiras.

Uma vez que os gatos deixam de ser filhotes, não precisam mais de leite. O que atrai o seu gatinho nesse alimento é o seu gosto doce, mas provavelmente ele sentirá muita dor de barriga e terá uma diarréia difícil de controlar.

A história que gatos gostam de leite é verdade, mas isso não faz bem para eles e não deve de maneira nenhuma substituir a alimentação. Para as poucas pessoas que possuem gatos que conseguem digerir a lactose, lembre-se: dê pequenas quantidades, poucas vezes por semana.

Quem possui gatinho órfão e não quer comprar o leite específico para gatos, segue uma receita bem simples:

1 litro de leite
1 gema de ovo
2 colheres de açucar
1 pitada de sal
1 colher de maizena

Modo de preparo: Juntar todos os ingredientes no fogo e mexer até quase levantar fervura. Diluir a maizena em um pouco de água (para não embolotar) e acrescentar à mistura.


Fonte: http://www.lexelulu.com.br

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Como proteger os móveis de arranhões

Saiba porque os gatos arranham móveis e como minimizar os estragos, sem prejudicar o bem-estar deles

Adaptação da casa

Não é correto esperar que os animais de estimação simplesmente se adaptem à nossa vida e à nossa casa. Eles possuem diversas necessidades e devemos tentar respeitá-las e tolerá-las. Caso contrário, acabaremos por nos irritar com as atitudes deles e o bem-estar geral poderá ficar prejudicado. Portanto, prepare-se para alguns estragos e para mudanças - pelo menos parciais - na decoração da sua casa!
Por que objetos e mobílias?

O gato arranha objetos para:

“Afiar” as unhas: ou seja, para retirar delas pedaços que estão soltos e que ficaram velhos. Assim, ele mantém sempre exposta a camada mais nova e afiada das unhas, que crescem continuamente.
Demarcar objetos: ao arranhar, ele deixa marcas visuais e, ao mesmo tempo, “imprime” o cheiro dele. Esses sinais servem para alertar outros gatos quando se aproximam do território dele.
Alongar-se e exercitar-se: ele sente prazer em se esticar e arranhar após uma boa soneca.

Direcionar as arranhaduras

Em vez de ensinar o gato a não arranhar, o que comprometeria o bem-estar dele, devemos estimulá-lo a arranhar objetos permitidos ou arranhadores adquiridos para essa finalidade.

Diversos arranhadores

Para observar os gostos e as necessidades de seus gatos, mantenha inicialmente vários modelos de arranhadores (há uma porção deles nos pet shops). Experimente de diversos materiais, como madeira, corda, carpete e papelão. Leve em conta que alguns gatos gostam mais de arranhar superfícies verticais do que horizontais. Já outros apreciam variar. E quase todos preferem arranhar objetos bem firmes. Por isso, escolha arranhadores grandes ou que possam ser fixados. Aos poucos, substitua os modelos não usados pelos mais apreciados. E lembre-se: as preferências podem variar com o tempo.

Onde colocar

Prepare-se para mudar o visual da sua casa ou para se conformar com mobílias arranhadas! A chance de o arranhador se tornar irresistível para os gatos (e ganhar a concorrência com o sofá e demais objetos) aumenta se for posto em posição estratégica. Um local preferido pelo gato é aquele onde ele costuma tirar sonecas, já que ele aprecia se espreguiçar e arranhar ao acordar. Outro local é aquele que fica entre ambientes diferentes - os gatos preferem demarcar limites de território. Por exemplo, entre a sala e o quarto. Procure testar outros locais e veja se o gato os aprova.

Arranhar os arranhadores

Se o seu gato se interessa pela erva do gato (cat nip), esfregue-a sobre os arranhadores. Mostre que você permite e gosta que ele arranhe esses locais e elogie-o e ofereça petiscos sempre que ele usar um arranhador. E, se o gato passar a arranhar para conseguir atenção e petiscos, ótimo! Ele estará aliviando a vontade de arranhar e, com isso, os locais proibidos serão poupados.

Evitar objetos proibidos

Após ter alternativas para afiar as garras, o gato pode ser ensinado a não arranhar a mobília. Para tanto, devemos associar o comportamento errado com pequenos sustos ou situações desagradáveis. Cuidado com gatos medrosos demais ou ariscos com pessoas. Dependendo da repreensão, a confiança dele no ambiente e nas pessoas pode diminuir.

Despersonalizar a punição

Podemos criar situações punitivas nas quais o susto ou o desconforto sentido pelo gato não seja associável conosco. Há duas vantagens nessa estratégia. Uma é aumentar as chances de o gato não arranhar a mobília quando estamos ausentes. A outra é evitar que ele fique com medo de nós. Uma situação punitiva desse tipo é obtida com a aplicação de pedaços de fita adesiva de dupla face sobre objetos. Os gatos odeiam arranhar superfícies grudentas. Outra é uma armadilha que derrube algo barulhento próximo ao gato, durante a afiação das unhas. Por exemplo, amarra-se uma linha numa tampa de panela e deixa-se a linha sobre a superfície que o gato costuma arranhar. Quando ele estiver arranhando, a linha será puxada e o objeto cairá, dando um susto nele (planeje para cair ao lado dele, não em cima dele!).

Um jato de água no gato, espirrado com um borrifador, também costuma funcionar para inibir arranhões em objetos. A desvantagem é necessitar da presença humana e o gato poder aprender a só não arranhar os móveis quando o dono estiver por perto. Além disso, se ele for dos mais medrosos e tímidos, poderá passar a evitar pessoa


Fonte: http://www.caocidadao.com.br

Truques que seu gato pode aprender

Gatos também aprendem a obedecer a comandos e a efetuar truques - basta saber ensiná-los. Com os treinos, o dono pode entender melhor o felino e passar por momentos de interação, agradáveis para ambos. Não se preocupe: nenhum gato treinado vira robô. Ele simplesmente aprende a conseguir o que quer por meio de comportamentos específicos
Reforços positivos

Pode-se ensinar praticamente qualquer coisa ao gato. Basta seguir a lógica dos truques descritos neste artigo. O ensino é feito com a ajuda de reforço positivo, ou seja, de qualquer coisa que o gato aprecie ou deseje, como carinho, uma porta aberta ou brincadeiras - mas nada é melhor do que premiá-lo com um petisco que adore!

Sentar

Segure o petisco acima da cabeça do gato, sem deixá-lo pegar. Simplesmente espere que ele se sente ou, se preferir, tente induzi-lo a sentar-se. Para tanto, movimente o petisco próximo à cabeça dele, estimulando-o a andar para trás: alguns gatos se sentam nessa situação.
Quando ele sentar, recompense-o no mesmo segundo com o petisco. Dê um pedaço pequeno, assim ele não demorará nem para comer nem para prosseguir praticando. E terá ainda mais disposição para treinar antes de ficar satisfeito.


Quando o gato perceber que ganha petisco cada vez que senta, sempre que desejar petisco sentará rapidamente. Se você quiser associar o treino a um comando gestual ou verbal, como “senta”, introduza-o segundos antes de o gato sentar e dê a recompensa enquanto ele senta.

Dar a pata

Com um petisco em cada mão, chegue bem perto do gato. Estenda uma delas num gesto de convite para receber a pata, o que passará a funcionar como comando gestual. Naquela mão estará um petisco à mostra. Caso o gato tente pegá-lo com a boca, afaste a mão e não o entregue. A tendência natural e desejada é que ele o pegue com a pata. Sempre que isso acontecer, recompense-o com o petisco da outra mão. Fique atento: ao tentar pegar a recompensa, alguns gatos podem machucar a mão do treinador com as unhas. Depois que o felino perceber que, ao pôr a pata sobre a sua mão, ganha recompensa, passará a dar a pata mesmo que na mão estendida não haja petisco.

Ficar

É relativamente fácil ensinar este comando. Principalmente para um gato preguiçoso. Afinal, ele aprenderá que, depois de ouvir “fica”, ganhará um petisco sem fazer nada além de aguardar que a pessoa volte e lhe traga a guloseima!

A maneira mais fácil de começar é pelo comando “senta”, que já deverá estar aprendido. Comande “senta” e recompense o gato assim que obedecer. Aumente aos poucos o tempo entre sentar e ganhar recompensa. Sempre que o gato se levantar, induza-o a sentar novamente e não dê o petisco. Aos poucos, ele perceberá que só ganha prêmio se permanecer sentado, o que fará por períodos cada vez maiores. Comece então a dizer “fica” e, ao mesmo tempo, faça o sinal “pára” com uma das mãos. Alguns segundos depois, dê a recompensa. Gradativamente, afaste-se mais antes de recompensá-lo.

Vir

Facílimo de ensinar, este comando é aprendido em apenas alguns dias por qualquer gato interessado em petiscos. Chame o gato com um assobio ou palavra exclusiva, usada só para esse fim. No começo, quando ele não atender, mostre o petisco até ele compreender que será premiado. Espere e, quando o gato chegar, dê o petisco. Nunca o chame sem recompensá-lo, caso contrário, com o tempo, ele parará de vir. Esse comando é especialmente útil para achar o gato que fugiu ou que está num lugar perigoso, como atrás da máquina de secar.

Entrar na caixa de transporte

Também bastante útil, este treino faz o gato associar a caixa de transporte a coisas agradáveis, em vez de unicamente a procedimentos desagradáveis, como ir ao veterinário tomar vacina. Dê alguns tapinhas em cima da caixa de transporte para chamar a atenção do gato e jogue um petisco dentro dela. Deixe-o entrar e comer. Com o tempo, bastará dar os tapinhas na caixa para o gato entrar correndo, interessado na recompensa, que poderá estar no interior da caixa ou ser dada assim que ele entrar.

Miar sob comando

Pense nisso: o gato vai usar todos os truques aprendidos quando quiser ganhar petisco, inclusive miar! Se assim mesmo você quiser ensiná-lo a miar sob comando, espere um miado e, nesse momento, dê o petisco. Repita algumas vezes. Depois, passe a dizer “mia” alguns segundos antes de mostrar o petisco.


Muitos proprietários, ao atender miados no dia-a-dia, acabam, sem querer, incentivando o gato a miar. Saber adestrar permite também influir naquilo que o gato deverá aprender ou não, de acordo com a conveniência!


Fonte: http://www.caocidadao.com.br

Gatos e crianças

O gato está cercado de mitos, de adoração e de ódio. Poucos animais provocam reações tão fortes e marcantes nos humanos quanto ele. Infelizmente, esses mitos acabam muitas vezes por prejudicar o animal. Procuro desmistificar aqui alguns relacionados com crianças e dou dicas para um bom convívio entre elas e o gato

Há diversos mitos e informações erradas disseminadas na população com relação a crianças e gatos. Isso acontece em diferentes partes do planeta, inclusive onde a população de gatos supera a de cães, como é o caso dos Estados Unidos e da Inglaterra.
Mito: engravidou? Livre-se do gato

É comum que futuras mães em início de gravidez sejam orientadas pelo médico a afastar-se de seus gatos. É claro que muitas delas acabam abandonando os felinos com medo de sofrer aborto. Mas até que ponto a informação que lhes é passada está correta? Pesquisei bastante, conversei com estudiosos e especialistas sobre os riscos de o gato provocar aborto. Confirmei que, realmente, vários médicos pedem que as grávidas se livrem de seus gatos sob alegação de que eles podem transmitir doenças, inclusive toxoplasmose, que é abortiva. Imagino que o mito sobre gatos causarem aborto tenha surgido daí. Mas um gato só pode contaminar a gestante se estiver contaminado. E, para ela abortar, é preciso que pegue a doença. Não irei entrar em detalhes sobre as possibilidades de isso acontecer, mesmo porque essa não é a minha especialidade. Mas informe-se melhor sobre o assunto antes de pensar em se livrar do gato.

O fato provável é que o gato de casa não esteja contaminado com toxoplasmose. Isso é constatável por meio de teste. Feita a constatação, há diversas maneiras de evitar que ele pegue a doença. Mesmo se o gato tiver toxoplasmose, existem cuidados para evitar que transmita o mal. Muitos médicos bem conceituados e informados, em vez de recomendar à gestante que se livre do gato, a orientam a tomar alguns cuidados e, dependendo do caso, a fazer alguns testes. Os pesquisadores dizem também que as principais vias de transmissão da toxoplasmose são a carne crua, a terra e os alimentos mal lavados e não os gatos.
Mito: gato sufoca o bebê por ciúmes

Um mito bastante conhecido na Inglaterra e nos Estados Unidos, listado em alguns sites americanos e ingleses que abordam mitos, diz que os gatos se aproximam dos bebês e chupam o ar do pulmão deles pela boca. Acredita-se que a origem dessa crença venha do fato de alguns gatos, ao sentirem o cheiro de leite na boca do neném, irem lá investigar. Embora não seja aconselhável que gatos lambam o rosto do neném, não há o menor sentido nesse mito. Gatos nunca chupam o ar do pulmão de alguém!

Mito: gato não gosta de criança e a ataca

Gatos podem adorar crianças e há maneiras de estimular isso. Mas mesmo que um gato não goste de criança, seja por ciúmes, seja por medo, não irá até o berço dela na calada da noite para atacá-la! Acidentes geralmente acontecem quando o gato é agarrado à força ou quando a criança não o deixa em paz. Na tentativa de se livrar, ele acaba arranhando. São situações que tendem a acontecer depois de o bebê ter começado a engatinhar e a procurar interação com o gato.


De qualquer maneira, toda interação do gato com criança muito nova deve ser supervisionada, para evitar acidente. Procure também proporcionar diversas possibilidades de escape para o gato obter sossego sempre que desejar.


Ensine a criança a chamar o gato em vez de ir atrás dele. É uma atitude que, por respeitar a natureza desse animal, evita que ele tenha medo de ser agarrado à força e o estimula a gostar cada vez mais da criança. Permita que ela dê pedacinhos de petisco para motivar o gato a vir quando chamado e para ele ter mais um motivo para gostar dela.

Chegada do bebê

Alguns gatos sofrem com mudanças drásticas de rotina, de espaço e com a invasão de território por desconhecidos. Isso tudo pode acontecer quando uma família recebe um bebê em casa. Para evitar estressar demais o felino, procure fazer mudanças aos poucos, de modo que ele vá se adaptando e perceba que não há problemas ou perigo. Se pretende proibir o gato de entrar no quarto do bebê, comece a acostumá-lo a isso semanas antes da chegada do novo membro da família.

Interações positivas

O gato que recebe carinho, atenção e petisco, quando o bebê está por perto, passa a adorar essa proximidade. São agrados que podem ser feitos por qualquer pessoa que esteja próxima aos dois.


Fonte: http://www.caocidadao.com.br

Seu gato pode gostar mais de você

Muitas pessoas me perguntam o que fazer para seus gatos gostarem ainda mais delas. Normalmente apaixonadas pelos felinos que têm, querem reforçar o sentimento recíproco

Afetividade

Diversas iniciativas podem nos tornar mais importantes para nossos gatos. Devemos, porém, levar em conta que cada espécie e cada indivíduo possuem uma maneira diferente de amar. Humanos e cachorros são, na média, muito mais carentes de atenção e de carinho que gatos. Em outras palavras, não devemos esperar de um gato a mesma carência de um cão.

Maior dependência

As dicas a seguir farão o seu gato se ligar mais a você. Mas ele poderá também se tornar mais dependente, com mais chance de sentir a sua falta, quando você não estiver. Antes de pôr em prática as estratégias para se sentir mais amado por ele, pense nisso, para não comprometer o bem-estar do seu animal de estimação.

Tendência genética

Gatos já nascem carentes. Determinadas raças e linhagens são mais dependentes, carentes e carinhosas que outras. Por isso, espere filhotes mais afetivos de pais também mais afetivos.

No útero da mãe

A facilidade de apego ao ser humano começa a se formar no útero materno. Durante a gravidez, hormônios produzidos pela mãe influenciam a formação do cérebro do filhote e o quão propício a desenvolver vínculos afetivos ele será. De maneira geral, filhotes cujas mães ficaram muito estressadas durante a gravidez tendem a ser mais medroso e a gostar menos de carinho.

Idade crítica

O que acontece com o filhote até os 2 meses de idade tem uma enorme influência no comportamento futuro do gato. Por isso, procure acostumá-lo desde cedo à presença, cheiros e barulhos de seres humanos. Também está comprovado que massagear o filhote por alguns minutos aumenta a carência e a tolerância a carinho humano. Quanto mais sociabilizado for o gato, maiores serão as chances de ele demonstrar afeto em público, já que não ficará retraído ou escondido sempre que uma visita chegar!

Represente coisas boas

Gatos nos associam com tudo que sentem ou que percebem quando estamos perto deles. Se nos associarem com coisas boas, gostarão cada vez mais de nós. Portanto, o truque é conhecer quais são as coisas que agradam o seu gato e associá-las a você da melhor forma possível.

Alimentos e petiscos

Essas são ótimas ferramentas para uma aproximação afetiva com o seu felino. Para ele associar você a comidas gostosas, não basta que o veja completar o potinho com mais comida. A não ser que seja daqueles gatos que só querem comer quando a ração acaba de sair do saco...

De qualquer forma, é importante que o felino esteja com apetite quando algo gostoso é ofertado a ele. Por isso, receber uma quantidade controlada de alimento o tornará mais apegado a quem o serve do que ter comida disponível o dia todo.

É impressionante como petiscos dados na hora certa podem melhorar - e muito - um relacionamento. Tente recompensar o seu gato com petiscos sempre que ele atender a um chamado seu, como quando você chega em casa, e até mesmo quando ele vier de maneira completamente espontânea.

Diversão

Brincadeiras, principalmente de caça, são bastante prazerosas para o gato. Sempre que possível, brinque com ele. Assim, você ficará associado também a entretenimento e diversão. Aprenda a mover objetos da maneira que o seu gato mais gosta e descubra brinquedos que ele adore.

Conforto e segurança

Deixe o seu cheiro nos lugares onde o gato gosta de relaxar. Passe simplesmente a mão naquele local ou esfregue-se num pano e ponha-o perto dali.

Procure nunca pegar o gato enquanto ele relaxa nem tente tirá-lo de onde se escondeu, principalmente se estiver assustado com alguma visita. Nesses casos, tente atraí-lo oferecendo algo, mas sem insistir demais.

Ficar junto

Quanto mais tempo você passar com o gato, melhor. Isso inclui deixá-lo dormir com você. O chato é não poder se movimentar muito na cama, pois os felinos costumam reclamar ou ir embora... Normalmente, quando durmo com gatos tento me mexer o mínimo possível, para não incomodá-los.

Fonte: http://www.caocidadao.com.br

Gato ainda mais obediente

Um gato treinado faz muito mais sucesso que um cão adestrado. Veja as dicas para conseguir que o seu gato fique cada vez mais obediente, usando reforços positivos

Obediente, mas não robô

O gato é bem conhecido como dono de sua própria vontade. Para ele não é importantíssimo nos agradar nem ser aceito em nosso grupo, diferentemente do que acontece com os cães. Isso nos faz perceber um ar de independência nos felinos que muitos admiram, mas incomoda a outros.
Os truques que abordarei aqui não vão tirar a espontaneidade do gato nem transformá-lo num robô. Ele continuará fazendo o que tem vontade, só que achará irresistível executar comandos. Em outras palavras, verá que, ao obedecer, tem a oportunidade de conseguir o que deseja.

Recompensas mais atraentes

O ponto de partida para a execução de comandos é o gato se interessar pelas recompensas. Deve valorizá-las e estar disposto a batalhar por elas. Aproveitar o apetite do felino é uma das maneiras mais eficientes de educá-lo e, ao mesmo tempo, de estimular atividades físicas e cognitivas bastante saudáveis para ele. Mas não é porque um gato aceita um petisco que vai executar comandos ou se esforçar para obter outros petiscos. É preciso que ele dê valor à alimentação, em especial à ração. Para isso acontecer, a comida não deve ficar disponível à vontade, o tempo todo. Serve-se a quantidade adequada e nada mais. Esse procedimento deixará o gato mais interessado na recompensa, especialmente em petiscos. E um gato mais magro só tem a ganhar. Além de ficar com muito mais apetite, tende a viver mais e a ser mais saudável, já que comer além das necessidades nutricionais faz mal. O ideal, embora trabalhoso, é manter uma ficha com anotações sobre o peso do gato e o interesse que ele demonstra por petiscos. Assim, é possível descobrir a quantidade exata de alimento que deixa o gato com peso saudável e, ao mesmo tempo, com bastante apetite. A valorização do alimento e dos petiscos aumenta aos poucos - não espere um interesse absurdo e duradouro no início. Atenção: não emagreça o gato rápido demais, mesmo que ele esteja gordo – regimes radicais precisam ser acompanhados por médico-veterinário.

Troca vantajosa

A melhor estratégia é fazer o gato se convencer de que é sempre vantajoso para ele nos obedecer, sem precisar parar para "pensar" se o que vai ganhar compensa o que vai perder. Dessa forma, a obediência vai se tornando quase um reflexo. Para chegar a esse ponto, é preciso proporcionar sempre lucro ao gato. Diferentes situações e diferentes comandos, portanto, exigem recompensas diferentes. Também não devemos dar comando se o gato estiver atento a algo interessante para ele. Por exemplo, se ele estiver empenhado em caçar um passarinho, antes de dar o comando é preciso fazer a ave abandonar o cenário.

Evitar repetições

Somente devemos dar comando se o gato estiver interessado no que temos a oferecer ou se houver certeza de que ele ficará interessado no mesmo instante em que fizermos a oferta. O melhor é deixar o gato muito interessado no petisco que temos na mão e só depois dar o comando. Podemos até segurar o petisco bem perto do focinho dele para estimular o desejo. Só aí, com o gato olhando para nós, damos o comando. Não devemos ficar falando “senta” enquanto o gato se preocupa com outras coisas. A repetição de um comando para conseguir o comportamento enfraquece a associação entre o estímulo (comando) e o comportamento.

Execução

Nosso objetivo deve ser conseguir que o gato obedeça prontamente ao comando, com o mínimo de tempo entre o sinal e a execução, sem julgamento por parte dele sobre se deve ou não obedecer. Do ponto de vista neurológico, a execução do comando vai ficando cada vez mais parecida com reflexo. Quando o gato está aprendendo a sentar, falamos “senta”. Se for preciso, fazemos também um gesto prontamente para facilitar a execução. No caso do “vem”, podemos mexer no pacotinho de biscoitos para estimular, pelo som, o gato a vir logo. A proximidade do barulho do saquinho de petiscos com o comando cria uma forte associação entre ambos.


Velocidade

A rapidez em dar o prêmio facilita a obtenção do resultado que nos interessa: o gato associar o prazer da recompensa com o comportamento comandado. Podemos, praticamente, colocar o petisco na boca do gato. Além disso, movimentos velozes costumam estimular o gato a executar os comandos mais rapidamente. Imprimir velocidade ao processo ajuda a obter ótimos resultados!


Fonte: http://www.caocidadao.com.br

E quando o gato demarca o território com urina?

Entre os comportamentos do gato com maior potencial para incomodar seus proprietários está a demarcação com urina. Saiba como preveni-la e corrigi-la

Consultores comportamentais americanos e ingleses reportam que 50% das queixas recebidas de proprietários de gatos estão relacionadas com a demarcação feita com urina, conhecida como “spray marking”. Infelizmente, muitos gatos são abandonados ou sacrificados quando começam a apresentar esse tipo de comportamento.

Demarcação típica

O gato que está em pé e borrifa urina para trás, em superfícies verticais e com a cauda erguida e vibrando, encontra-se na mais clássica posição de demarcação territorial. Essa postura difere bastante daquela adotada pelos gatos para simplesmente se aliviar. Outras diferenças típicas da demarcação são a menor quantidade de urina eliminada com os borrifos e o fato de a urina geralmente não ser enterrada, por se tratar de uma forma de comunicação.

Prevenção via bem-estar

A demarcação com urina pode estar associada à tensão e ao estresse do gato por diferentes motivos. Tanto que muitos felinos param de demarcar quando o ambiente fica mais de acordo com as necessidades deles. Alguns cientistas consideram que a demarcação com urina seja uma maneira agressiva de os gatos protegerem o território.

Efeito da castração

É altamente recomendado castrar, especialmente os gatos machos, para se obter controle sobre a demarcação com urina, tanto preventivamente quanto para "curá-la", se já se tornou problema. Pesquisas demonstram que cerca de 90% dos gatos machos param de demarcar apenas alguns meses após a castração. Mesmo que o gato continue a demarcar, a castração aumenta as chances de bom resultado no uso de técnicas comportamentais e medicamentosas para solucionar o problema, já que a redução dos hormônios sexuais costuma diminuir a predisposição para a demarcação.

Quanto às fêmeas, a castração faz com que elas não entrem no cio e reduz as chances de demarcarem, além de evitar a demarcação feita pelos machos, já que eles são incentivados pelo cio e pela demarcação praticada pelas gatas.

"Calmantes"

Drogas que reduzem a tensão, como o Valium, podem ajudar a controlar a demarcação com urina, ainda mais quando o motivo principal estiver associado a situações estressantes, como invasão de território feita por outro gato ou animal, uma grande faxina ou mudança de casa. De maneira geral, essas drogas, conhecidas, como ansiolíticos, são recomendadas por períodos não muito longos. Seu uso deve sempre ser acompanhado por um médico-veterinário e um especialista em comportamento. Normalmente, o efeito relaxante desse tipo de medicamento é quase instantâneo, diferentemente da maioria dos antidepressivos, os quais também são bastante recomendados.

Antidepressivos

Ao contrário do que muita gente acredita, os antidepressivos são receitados não só para pessoas, mas também para animais deprimidos, inclusive para o tratamento de vários problemas comportamentais, alguns deles em nada relacionados com o famoso estado depressivo.

Para o controle da agressividade, compulsão e ansiedade em gatos, bem como da demarcação territorial, são bastante recomendados princípios ativos como a fluoxetina e a clomipramina. Estudos demonstram uma eficácia de quase 90% em tais medicações no controle da demarcação territorial. Mas essa porcentagem varia bastante de estudo para estudo. Normalmente, o uso de antidepressivos é recomendado por longos períodos e o efeito pode demorar algumas semanas para aparecer.

Para o tratamento medicamentoso ser iniciado, é necessário que haja acompanhamento médico-veterinário. Após ter sido encerrado o tratamento, se o ambiente não foi alterado de modo a deixar o gato mais seguro e relaxado, o problema tende a voltar.

Feromônio

Existe ainda a possibilidade de uso do feromônio sintético Feliway, disponível em alguns pet shops. A taxa de sucesso, segundo um experimento inglês, é de cerca de 80%. Esse feromônio pode ser colocado nos locais onde o gato borrifa urina. Há também a opção de aplicá-lo no ambiente, por meio de difusores nas tomadas da casa. Na presença desse "cheiro", os gatos tendem a ficar mais relaxados e a demarcar menos.



Fonte: http://www.caocidadao.com.br/