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DICAS ANIMAIS

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Giardíase ou Giardiose

HISTÓRICO: O primeiro cientista a ver o protozoário causador dessa parasitose, ao microscópio ótico que ele mesmo havia inventado, foi Leeuwenhoek, que verificou também estar ele próprio infestado. Porém, quem primeiro descreveu esse parasita foi Lambl, no ano de 1859 que na ocasião denominou-o de Cercomonas intestinalis. Mais tarde, Stiles colocou-o no gênero Giárdia e de acordo com as regras internacionais de nomenclatura, o nome correto para o agente causal dessa doença é: Giardia lamblia.

MORFOLOGIA: Tem esse protozoário flagelado, o corpo em forma de uma pêra; arredondado anteriormente, delgado posteriormente, medindo 10 a 30 micra de comprimento por 5 a 15 de largura. Na face ventral encontra-se, de cada lado, um disco em forma de ventosa, quase circular, por meio dos quais o parasita se fixa à superfície das células epiteliais dos intestinos de seus hospedeiros parasitados. Tem ainda esse protozoário, quatro pares de flagelos(caudas), que se acham dispostos simetricamente com origens em blefaroplastos de disposições descritas de maneiras diversas por vários observadores. Tem também dois núcleos esse protozoário e não possui citóstoma. Tais protozoários flagelados multiplicam-se por um processo complicado de divisão longitudinal. A Giárdia se enquista e seus cistos tem a forma ovóide e em indivíduos enquistados, podem-se ver os flagelos movendo-se dentro dos cistos. Tais formas enquistadas são muito comumentemente encontradas nas fezes de indivíduos parasitados. Só quando as fezes se apresentam diarreicas é que esse parasita se apresenta na forma chamada livre(vegetativa). Vistos a fresco(em exame direto ao microscópio ótico) são muito transparentes, necessitando corantes especiais para sua visualização, ou então exame em Campo Escuro(Cardióide) para sua perfeita visualização.

TRANSMISSÃO: Dá-se por intermédio de alimentos ou bebidas contaminadas com fezes contendo cistos do flagelado. Tais cistos são muito resistentes ao meio externo. Vários autores, entre eles Roubard e Root(1921), verificaram a permanência de cistos vivos durante 24 horas no intestino da mosca, capaz, por meio de dejeções, de disseminar o parasita. Tejera em 1925 demonstrou a possibilidade desse parasita ser disseminado pelas fezes de baratas. Samuel B. Pessoa(Brasil), demonstrou que as baratas domésticas, coprófagas, podem se alimentar de fezes humanas e expelir, em suas dejeções cistos viáveis de Giárdia até 7 dias após a alimentação, bem como disseminar cistos por regurgitamento do material ingerido.

EPIDEMIOLOGIA: A Giárdia é um parasita cosmopolita e o mais freqüente dos flagelados parasitas do intestino do homem, de também de algumas espécies animais como cães, cavalos, cabras, coelhos, cobaias e algumas aves.

PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA: Vários patologistas e parasitologistas de renome, como Graig, não admitem o papel patogênico da Giárdia. Culbertson(1942) fala da ocorrência de Giárdias nas fezes de pessoas apresentando dores abdominais bem como da inflamação da vesícula, freqüentemente observada; porém, geralmente, a Giárdia desenvolve-se no intestino em associação com outros agentes patogênicos, tais como Entamoeba histolytica, provavelmente a responsável pela sintomatologia, apresentada nesses casos. Assim, segundo tal autor, a Giárdia não pode ser responsabilizada pela doença. Entretanto, tomando-se por base observações muito cuidadosas, em que foi eliminada a possibilidade de outras espécies patogênicas, sem dúvida alguma a Giardia lamblia, em determinados casos, é agente causal de perturbações para o lado do aparelho digestivo. O próprio Craig descreveu milhares de trofozoítas de Giárdias nas criptas duodenais, inseridas as células por meio de seus discos sugadores, produzindo irritações superficiais ou agravando uma condição inflamatória existente, ocasionando assim, diarréia crônica. Clinicamente a doença apresenta em primeiro lugar, perturbações dolorosas não apenas para o lado intestinal quanto também para o lado do fígado, semelhantes aos de litíase vesicular. Quando de localização duodenal determinam duodenite, com dores na região epigástrica e simultânea perturbação do tipo dispéptico(vômitos). O homem parasitado, queixa-se de azias, náuseas, digestão difícil. As fezes diarreicas, apresentam-se líquidas, ou então moles com a consistência de mingau, muito fétidas, as vezes de coloração esverdeada. É também muito discutida a questão da Giardiose vesicular. Pietro Allodi, relata casos de colescistites por Giárdia, com sintomatologia simuladora de colelitíase, mas com o diagnóstico baseado na presença de Giárdias na bile.

TERAPÊUTICA: Vários produtos tem indicação no tratamento dessa parasitose, sendo os mais eficientes aqueles a base de atebrina, um derivado da acridina, ministrado na forma de comprimidos por cinco dias seguidos. Existem também novos quimioterápicos, igualmente eficientes contra o parasita.

OBSERVAÇÕES FINAIS: É importante que o criador ou mero afeiçoado de cães não se preocupe em demasia com esse tema, quanto outros similares, sob pena de tornar-se doente imaginário, começando por enxergar doenças até em sua própria sombra, o que então será motivo de preocupação, agora não apenas sob o ponto de vista somático como também psicológico. Moderação necessária e bom senso são indispensáveis portanto. No mundo estamos cercados por outros seres, que como nós também necessitam e lutam para viver. Nossa vida deve ser compartilhada com todos, somente não devemos impassivelmente permitir, que outros seres vivos, alguns deles nocivos, ultrapassem os limites dessa co-participação universal.




Fonte:http://www.saudeanimal.com.br

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Como cuidar do gato deficiente visual

Tipos de deficiências

Assim como acontece com os humanos, existem gatos que nascem com problemas visuais, enquanto outros os adquirem por doença, acidente ou velhice. Os graus de deficiência da visão variam bastante - podem ir desde uma leve degradação da acuidade visual ou dificuldade para focar imagens até apenas conseguir diferenciar a luminosidade ou, então, atingir a cegueira total. Quando a cegueira é parcial, em um único olho, fica difícil calcular a que distância estão os objetos. Com isso, a locomoção é prejudicada, especialmente nos saltos, reduzindo a agilidade.

Adaptação

Muitos proprietários levam meses para descobrir que o gato está com problema de visão. Esses casos ocorrem principalmente quando há uma boa adaptação por parte do felino à deficiência, o que é mais provável de acontecer se o problema evoluir lentamente ou se for de nascença. Já quando a deficiência aumenta rapidamente, os sinais ficam logo evidentes, pois o comportamento do gato tende a mudar de maneira drástica.

Com a ausência ou a diminuição da visão, o cérebro se transforma para privilegiar outros sentidos. Ganham importância principalmente o olfato, a audição e o tato. Na nova condição, a memória também passa a ter maior destaque. Infelizmente, gatos idosos não podem contar tanto com essas adaptações - sua plasticidade comportamental e neurológica costuma ser limitada.

Olfato

Pela concentração do cheiro, o gato consegue identificar a direção que deve seguir para encontrar a caminha dele, por exemplo. Ele sabe que está se aproximando do que procura ao perceber que o odor do cômodo onde o objeto se encontra torna-se mais forte. Pelo olfato, também, o gato pode identificar os objetos que foram trocados de lugar. Isso o ajuda a se sentir menos ameaçado, já que qualquer coisa nova no território pode ser sinônimo de perigo.

Por isso, para evitar estressar o gato que tem deficiência visual, sempre que você trouxer um objeto para casa ou lavar um que estava em uso, procure apresentá-lo a ele. Faça-o de maneira cuidadosa, para não assustar. Também deixe o seu cheiro nos objetos antes de colocá-los ao alcance do gato, para evitar que ele os estranhe. Por exemplo, quando o tapete ou a almofada voltarem da lavanderia, passe a mão neles. Permita também que o gato se esfregue nos objetos, pois a identificação será ainda mais facilitada.

Audição

Além de possuírem ótima audição, os gatos são capazes de detectar o local de origem dos sons com muito mais precisão do que nós, humanos. As orelhas direcionáveis colaboram bastante para essa capacidade. Por meio dos sons, o felino pode identificar quem está se aproximando e em qual velocidade. A identificação será ainda mais tranquila se as pessoas falarem com ele enquanto se aproximam e antes de fazer carinho. Outra dica é, ao chamar o gato, ficar emitindo sons até ele identificar corretamente a posição e nos alcançar.

Tato

Os bigodes do gato são pelos tácteis, que funcionam como antenas e facilitam o deslocamento na escuridão total. Por meio desse pelos, ele percebe obstáculos antes de bater neles e de machucar o focinho ou os olhos, por exemplo. Jamais corte esses pelos, portanto. Ainda mais, se o gato não enxergar direito. Experimente encostar o dedo nos pelos de um olho do felino e veja como ele o fecha imediatamente, para se proteger.

Gatos cegos utilizam os bigodes dia e noite, com a mesma finalidade dos gatos com visão perfeita quando estão no escuro. Dessa forma, podem se deslocar com um pouco mais de velocidade e parar imediatamente assim que seus bigodes tocarem em algo, evitando bater e se machucar.

Outros cuidados

Procure não trocar de lugar os objetos da casa, sempre que possível. Detecte o que pode ferir o gato em caso de colisão e, para protegê-lo, cubra os pontos ameaçadores com uma camada de espuma. Quando você levar no colo um gato com problema de visão, tome cuidado: ele ficará desorientado ao ser posto no chão em local desconhecido. Mas não haverá problema se for deixado na caminha dele ou na cadeira preferida, pois poderá identificar rapidamente o objeto e saber onde está.

Lembre-se que gatos com dificuldade visual preferem escalar a saltar. Por isso, sempre que possível, providencie rampas - opte por fazê-las com materiais não escorregadios.


Fonte: http://www.caocidadao.com.br

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ração ou comida caseira: qual a melhor para seu bicho?

Saiba qual é a forma mais saudável de alimentar seu gato ou cachorro


Se você prefere comida caseira

Feita com carinho e alimentos naturais, ela costuma ser bem econômica

. Por que é boa

É barata, natural e você controla o que coloca na receita. Além disso, deixa a pelagem forte e brilhante.

. O que tem de ruim?
Fazê-la é mais uma tarefa.

. Palavra do veterinário

''Prepare a comida com arroz, legumes e carne magra. Dá até para usar frutas'', diz o veterinário Clóvis Petroni Junior.

. Como preparar?

Seguindo à risca a receitinha que o veterinário ensina:

Ingredientes

. 500 g de patinho ou coxão mole em pedaços pequenos
. 200 g de arroz cozido (branco ou integral) sem sal nem cebola
. 300 g de cenoura, chuchu e vagem cortados em cubinhos

Modo de preparo
Refogue tudo na panela - se preferir, adicione uma pitadinha de sal. Sirva morno ou em temperatura ambiente. Se você tiver gato, troque a carne por peixe uma vez por semana. Animais de até 1 ano devem fazer de três a quatro refeições diárias. Acima dessa idade, diminua a oferta de comida para duas refeições por dia.

. Dicas espertas

Calcule a quantidade de comida por dia medindo o tamanho do crânio do bicho. Aí, divida as porções de acordo com a idade do pet. Doces, massas, frituras, alimentos gordurosos e produtos industrializados continuam proibidos!

Se você prefere ração

Prática, tem as quantidades certas dos nutrientes que o animal precisa

. Por que é boa

Diminui os riscos de obesidade, protege contra doenças de pele, evita problemas nos ossos, estômago e intestino.

. O que tem de ruim?

Pode custar caro e costuma ser servida fria...

. Palavra do veterinário

''Uma ração balanceada deve ter níveis de proteínas, carboidratos, fibras, gorduras e sais minerais bem equilibrados'', sugere a veterinária Gislaine Matos.

. Como escolher?

Se possível, tente adequar o tipo de ração às características do cachorro, como idade, tamanho e pelagem. Um cão grande não tem as mesmas necessidades de um pequeno.

. Dicas espertas

Não misture ração e comida, isso pode causar problemas nas gengivas. E siga as orientações do veterinário para não exagerar na quantidade.

Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Acne felina

A acne é uma doença dermatológica que pode afetar não somente os humanos como, também, a pele de gatos de qualquer idade ou raça.

A acne felina aparece no queixo ou no lábio inferior e se manifesta através de protuberâncias (pontos pretos) que se formam devido à obstrução das glândulas sebáceas resultante de sua superatividade.

Muitos são os felinos que apresentam acne suave e que, portanto, não exige tratamento. Mas, em casos severos, a acne pode provocar irritação e inflamação. Quando isso ocorre, o veterinário irá indicar um tratamento tópico e/ou o uso de antibióticos.

A acne, nos gatos, pode ser causada por problemas relacionados à higiene ou pode ser resultado de uma reação alérgica ao plástico. Recomenda-se que os comedouros e bebedouros sejam de materiais que não o plástico.

Existe, ainda, uma forma de acne mais severa que pode ocorrer em gatos persas. É a chamada dermatite facial idiopática dos persas ou “cara suja”: a pele e os pêlos apresentam uma cera escura. É imprescindível levar seu gato ao veterinário caso essas doença se manifeste.

Fonte: http://tudosobregatos.com.br